De acordo com a OMS, o surto da doença na Europa pode ter sido causado por hábitos sexuais de risco.
Autoridades de saúde britânicas detectaram outros 104 casos de varíola na Inglaterra, no que se tornou o maior surto além da África da doença normalmente rara.
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A Agência de Segurança da Saúde do Reino Unido informou nesta terça-feira (21) que existem agora 470 casos de varíola dos macacos em todo o país, com a grande maioria em homens gays ou bissexuais. Os cientistas alertam que qualquer pessoa, independentemente da orientação sexual, é suscetível a pegar varíola se estiver em contato físico próximo com uma pessoa infectada ou com suas roupas ou lençóis.
📝 152 cases participated in more detailed questionnaires. All were men.
📝 151 of those interviewed identified as gay, bisexual or men who have sex with men, or reported same sex contact.
🧳 Travel: 75 cases reported foreign travel within 21 days prior to symptom onset
— UK Health Security Agency (@UKHSA) June 10, 2022
Uma pesquisa realizada pela Agência de Saúde do Reino Unido com pessoas infectadas pela varíola dos macacos mostra que os homens britânicos representam 99% dos casos. Dos 314 entrevistados, apenas três eram mulheres. Além disso, o levantamento constata que 151 dos 152 cidadãos que preencheram questionários mais detalhados se identificaram como gays ou bissexuais. De acordo com dados do Reino Unido, 99% dos casos até agora foram em homens e a maioria está em Londres.
Em maio, um importante conselheiro da Organização Mundial da Saúde informou que o surto de varíola na Europa e em outros lugares provavelmente se espalhou por sexo em duas raves recentes na Espanha e na Bélgica.
A OMS disse que muitas pessoas no surto têm “características atípicas” da doença, o que pode dificultar o diagnóstico dos médicos. A agência de saúde da ONU também disse que, embora o contato próximo possa espalhar a varíola, “não está claro qual o papel dos fluidos corporais sexuais, incluindo sêmen e fluidos vaginais, na transmissão”.
“A magnitude deste surto representa um risco real. Quanto mais tempo o vírus circular, mais estenderá o seu alcance e mais forte será a presença da doença em países não endémicos”, referiu o diretor regional da OMS para a Europa, Hans Kluge.
Na semana passada, a OMS informou que 1.285 casos de varíola foram relatados em 28 países onde a varíola não era endêmica. Nenhuma morte foi relatada fora da “África”. Depois do Reino Unido, os maiores números de casos foram relatados na Espanha, Alemanha e Canadá.
A Europa continua no “epicentro” de um surto global de varíola dos macacos, segundo a representação europeia da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Embora qualquer pessoa possa contrair o vírus, o maior número de casos de varíola dos macacos são em homens gays, bissexuais ou que fazem sexo com homens (HSH). A infecção não é transmitida sexualmente, mas através de contato próximo, segundo as autoridades. Grupos e eventos LGBT estão sendo requisitados à ajudar a compartilhar mensagens de saúde pública.
Redação Portal CINCO
