O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta sexta-feira (6) que não teve acesso aos dados extraídos pela Polícia Federal do celular do empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.
Em nota divulgada à imprensa, o magistrado declarou que, até 12 de fevereiro de 2026 — data em que deixou a relatoria do caso — o material retirado dos aparelhos apreendidos ainda não havia sido encaminhado ao STF.
Continua depois da Publicidade
Pedido para envio do material ao Supremo
Segundo Toffoli, a última decisão tomada por ele no processo, em 12 de janeiro de 2026, determinava justamente que a Polícia Federal encaminhasse ao tribunal os dados coletados durante as investigações.
O objetivo da medida, de acordo com o ministro, era garantir o cumprimento da Súmula Vinculante 14, que assegura aos advogados acesso aos elementos de prova já documentados em procedimentos investigatórios conduzidos por órgãos de polícia judiciária.
Defesa da condução do processo
No documento, Toffoli também apresentou um histórico de sua atuação à frente do caso e rejeitou qualquer indicação de que tenha dificultado o andamento das investigações.
De acordo com o ministro, durante o período em que esteve responsável pela relatoria da operação, todas as medidas solicitadas pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República foram autorizadas.
Investigações seguiram normalmente
Ainda segundo o magistrado, as apurações ocorreram de forma regular durante sua relatoria, sem prejuízo à coleta de provas ou ao andamento do processo.
O caso integra a investigação conhecida como Operação Compliance Zero, que apura possíveis irregularidades envolvendo o Banco Master e outros agentes ligados ao sistema financeiro e a instituições públicas.
