Política

Oriente Médio

Netanyahu diz que Israel vencerá guerra em Gaza “com ou sem apoio internacional”

Brasil condena avanço militar e pede cessar-fogo imediato; Israel nega ocupação e afirma que quer “libertar Gaza do Hamas”.


O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou neste domingo (10) que o país vencerá a guerra na Faixa de Gaza, “com ou sem o apoio de outros países”. A fala foi feita durante uma coletiva de imprensa em Jerusalém, na qual o líder israelense voltou a afirmar que não pretende ocupar Gaza, mas sim desmilitarizar o território e estabelecer uma nova administração civil.

Segundo Netanyahu, cerca de 70% da região já está sob controle das Forças de Defesa de Israel, mas ainda há dois redutos principais de resistência: a cidade de Gaza e campos localizados no centro do território. “Não temos outra escolha”, disse o premiê, ao defender a continuidade da ofensiva militar.

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O plano de Israel prevê a criação de zonas de segurança na fronteira e a instalação de corredores para a entrada de ajuda humanitária. Netanyahu acusou a ONU de falhar na distribuição de alimentos e anunciou medidas para garantir o abastecimento da população.

A fala do primeiro-ministro ocorre em meio a críticas internacionais. O secretário-geral da ONU, António Guterres, classificou o plano de tomada da cidade de Gaza como uma “escalada perigosa” e convocou uma reunião emergencial do Conselho de Segurança ainda neste domingo.

Brasil critica avanço militar e cobra solução pacífica

O governo brasileiro se posicionou de forma contrária ao plano israelense. Em nota, o Itamaraty afirmou que a ocupação de Gaza “é inaceitável” e agrava a crise humanitária na região. O Brasil defende um cessar-fogo imediato, a devolução dos reféns e a retomada das negociações diplomáticas.

Israel reage às críticas e mantém postura

Em resposta à pressão internacional, Israel negou que esteja promovendo uma ocupação e reiterou que o objetivo é desmantelar o Hamas. “Vamos libertar Gaza do Hamas, não ocupá-la”, declarou Netanyahu. Ele também prometeu limitar ao máximo as vítimas civis, embora o número de mortos no conflito já ultrapasse 61 mil, segundo autoridades de saúde locais.

O premiê israelense deve realizar uma nova coletiva ainda neste domingo, às 20h, no horário local.