
Manifestantes de esquerda reúnem algumas dezenas de pessoas em Brasília no Grito dos Excluídos – Foto: Luis Kawaguti/Gazeta do Povo
Neste domingo (7), em Brasília, o “Grito dos Excluídos”, manifestação organizada por partidos de esquerda e centrais sindicais, não atingiu as expectativas de grande público. A concentração, que ocorreu na Praça Zumbi dos Palmares, perto do desfile militar do Dia da Independência e da manifestação da direita, Reaja Brasil, atraiu apenas algumas dezenas de pessoas.
Os manifestantes, com bandeiras e camisetas vermelhas, utilizaram o ato para protestar contra as sanções do presidente americano Donald Trump, defendendo a soberania brasileira. Muitos também usaram camisas amarelas da seleção brasileira, em uma tentativa de resgatar o símbolo, com um toque de vermelho, característico da esquerda.
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Entre os presentes estavam representantes de centrais sindicais como a CUT, e dos partidos PT e PSTU. Apesar da tentativa de chamar atenção, o evento não contou com a presença de deputados ou senadores, como na manifestação da direita, que aconteceu simultaneamente. Não havia grande mobilização, e alguns manifestantes preferiram se abrigar nas sombras dos prédios próximos.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ato de hoje, que teve início uma hora após a manifestação da direita, buscava defender o tema “A vida em primeiro lugar – Cuidar da Casa Comum e da democracia é luta de todo dia”. A esquerda também protestou contra a anistia aos presos de 8 de janeiro, destacando o lema “Sem Anistia” e a importância da soberania nacional.
O “Grito dos Excluídos” começou em 1995 como uma alternativa ao desfile militar de 7 de setembro, e apesar das tentativas de mobilização, não conseguiu superar a presença massiva do movimento Reaja Brasil, da direita.
