A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS será oficialmente instalada nesta quarta-feira (20/8) no Congresso Nacional. O colegiado tem como objetivo investigar o esquema bilionário de descontos ilegais em aposentadorias e pensões pagos pelo instituto.
Apesar da relevância do tema, dois pontos levantam suspeitas de que a comissão pode não avançar: o presidente indicado, senador Omar Aziz (PSD-AM), e o relator escolhido, deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO), não assinaram o requerimento que deu origem à investigação.
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A escolha de Aziz foi resultado de articulação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), enquanto Ayres, próximo do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), será responsável por elaborar o relatório final.
O caso
Reportagem revelou que associações de fachada, criadas por empresários e registradas em nome de parentes ou funcionários, firmaram convênios com o INSS para realizar descontos diretos na folha de aposentados. Usando dados falsos, essas entidades ofereciam planos de saúde, seguros e outros produtos ligados às empresas de seus verdadeiros donos.
O esquema levou ao afastamento judicial do presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e de parte da cúpula do órgão. O funcionamento da CPMI está previsto para até 180 dias, com custo estimado em R$ 200 mil.
Ao todo, 16 deputados e 16 senadores integrarão a comissão como titulares.
Fonte: Metrópoles
