
Eleitos em primeiro turno – Foto: Reprodução/Rede Globo
O resultado das eleições estaduais de 2026 reforçou a presença de partidos e lideranças identificados com a direita no comando dos governos brasileiros. Com a conclusão do segundo turno, realizado no domingo (25), o balanço apresentado pelo levantamento aponta 21 governadores associados a esse campo político e seis alinhados à esquerda.
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A distribuição, no entanto, exige considerar as particularidades partidárias e regionais. Siglas de centro, alianças eleitorais e posicionamentos que variam conforme o estado tornam a classificação ideológica dos governadores um tema de análise política, e não uma divisão oficial estabelecida pela Justiça Eleitoral.
Seis disputas foram definidas no segundo turno

Eleitos em segundo turno – Foto: Reprodução/Rádio Senado
Os eleitores de cinco estados e do Distrito Federal voltaram às urnas em 25 de outubro para escolher os governadores. As disputas terminaram com vitórias de candidatos de diferentes partidos, incluindo representantes do PP, PSD, Republicanos, PSDB e PT.
No Acre, Mailza Assis (PP) venceu Alan Rick (Republicanos) com 66,21% dos votos válidos. No Amazonas, Omar Aziz (PSD) conquistou o governo estadual com 61,42%, superando Professora Maria do Carmo (PL), que obteve 38,58%.
No Distrito Federal, Celina Leão (PP) foi reeleita com 57,18% dos votos válidos, contra 42,82% de Leandro Grass (PT). No Espírito Santo, Lorenzo Pazolini (Republicanos) venceu Ricardo Ferraço (MDB), com 52,17% contra 47,83%.
As duas outras disputas também tiveram resultados definidos. No Rio Grande do Norte, Cadu de Lula (PT) venceu Allyson (União Brasil) por uma margem estreita: 50,77% a 49,23%. Já no Tocantins, Vicentinho Júnior (PSDB) superou Professora Dorinha (União Brasil), alcançando 64,52% dos votos válidos.
Os resultados mostram que o segundo turno não produziu uma mudança uniforme no mapa político nacional. Enquanto algumas disputas confirmaram a vantagem de candidatos identificados com a direita, outras garantiram vitórias a nomes ligados ao campo governista ou a partidos com posicionamento político mais flexível.
Nordeste continua sendo uma região estratégica para a esquerda
O Nordeste permanece como uma região importante para partidos e lideranças de esquerda, especialmente para o PT. Bahia, Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte estão entre os estados em que candidatos petistas conquistaram ou mantiveram espaço no Executivo estadual.
Na Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT) foi reeleito no primeiro turno, com 55,80% dos votos válidos, segundo os resultados divulgados pela imprensa. No Ceará, Elmano de Freitas (PT) também garantiu a reeleição na primeira etapa da votação, com 53,19%.
No Piauí, Rafael Fonteles (PT) manteve o governo estadual, enquanto, no Rio Grande do Norte, Cadu de Lula (PT) venceu a disputa do segundo turno por uma diferença inferior a dois pontos percentuais.
Apesar da presença petista em parte da região, o Nordeste não forma um bloco político homogêneo. A composição dos governos estaduais inclui partidos de centro e de direita, além de alianças que podem variar de uma eleição para outra.
Direita reúne governos em regiões de peso eleitoral
O levantamento também aponta forte presença de políticos associados à direita no Sudeste, no Sul e no Centro-Oeste. Entre os nomes de maior projeção nacional estão Tarcísio de Freitas (Republicanos), em São Paulo, e Jorginho Mello (PL), em Santa Catarina.
O resultado dessas disputas tem relevância para a política nacional porque os governos estaduais exercem influência sobre áreas como segurança pública, educação, saúde, infraestrutura e gestão fiscal. Governadores também participam das negociações políticas com o governo federal e com o Congresso Nacional.
No Sul, o avanço do PL é um dos aspectos destacados pelo levantamento. No entanto, a força de uma legenda em determinada região não significa necessariamente que todos os eleitores compartilhem a mesma orientação ideológica. Os resultados refletem tanto a preferência do eleitorado quanto as alianças partidárias, as características dos candidatos e as questões locais.
Eleições estaduais e cenário político nacional
A configuração dos governos estaduais também deve ser analisada em conjunto com a disputa pela Presidência da República e a composição do Congresso Nacional. A relação entre governadores, presidente, deputados e senadores influencia a negociação de projetos, a distribuição de recursos e a implementação de políticas públicas.
O resultado das eleições, portanto, não se resume à contagem de governos associados à direita ou à esquerda. A capacidade de articulação entre os diferentes níveis de governo será determinante para a aprovação de medidas e para a execução de programas ao longo dos próximos quatro anos.
A distribuição dos governos estaduais oferece um retrato das forças políticas que emergiram das urnas em 2026, mas não representa, isoladamente, uma medida definitiva da preferência ideológica dos brasileiros. A leitura do cenário exige considerar os resultados por estado, as diferenças regionais e o comportamento das alianças partidárias.
Fonte de referência: Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
