
Helicoptero em chamas apos operacao de interceptacao da FAB – Foto: Reprodução
A Força Aérea Brasileira (FAB) interceptou, na manhã de quinta-feira (22), um helicóptero procedente da Venezuela que entrou no espaço aéreo brasileiro sem plano de voo e sem matrícula. Após ser identificado pelas autoridades, o piloto não teria obedecido às orientações da Defesa Aérea e realizou um pouso forçado em uma região localizada a aproximadamente 100 quilômetros de Boa Vista, capital de Roraima. A aeronave foi encontrada abandonada e posteriormente destruída durante a operação.
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De acordo com informações divulgadas pela FAB nesta sexta-feira (23), o helicóptero sobrevoava o território nacional em baixa altitude quando foi detectado. Diante da irregularidade, o Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE) acionou um caça A-29 Super Tucano para realizar os procedimentos de identificação, averiguação e reconhecimento da aeronave suspeita.
A operação foi conduzida no âmbito da Zona de Identificação de Defesa Aérea (ZIDA 41), área de controle especial localizada em Roraima, na região Norte do país.
Piloto abandonou a aeronave após pouso forçado
Segundo a FAB, o piloto do helicóptero não colaborou com as determinações da Defesa Aérea e acabou pousando em uma área distante da capital roraimense. Após o pouso, ele deixou o local antes da chegada das equipes de fiscalização.
Para verificar a situação, a Força Aérea mobilizou um helicóptero H-60 Black Hawk, pertencente ao Segundo Esquadrão do Décimo Grupo de Aviação (2º/10º GAV), conhecido como Esquadrão Pelicano.
Ao chegar ao ponto indicado, a equipe encontrou a aeronave sem tripulantes. Posteriormente, agentes da Força Nacional de Segurança Pública foram enviados à região para adotar as providências necessárias, entre elas a destruição do helicóptero.
O modelo da aeronave foi identificado pelo jornal Folha BV como um Robinson R44 II, fabricado em 2007. Segundo a publicação, o helicóptero estava com a licença para voar vencida desde outubro de 2020. Esses detalhes não constam no comunicado oficial da FAB.
Operação ocorreu em área estratégica de fronteira
A interceptação foi realizada em Roraima, estado brasileiro que faz fronteira com a Venezuela e a Guiana. A região exige atenção das autoridades devido à extensão territorial, às áreas de difícil acesso e à necessidade de monitoramento constante do espaço aéreo.
A Zona de Identificação de Defesa Aérea (ZIDA) é utilizada para procedimentos de identificação e fiscalização de aeronaves em áreas consideradas estratégicas para a defesa nacional. A ausência de matrícula e de plano de voo dificulta a identificação e o acompanhamento regular de uma aeronave.
A participação do caça A-29 Super Tucano ocorreu no âmbito das Medidas de Policiamento do Espaço Aéreo (MPEA), procedimentos empregados para averiguar situações irregulares e orientar a atuação das equipes responsáveis pela segurança aérea.
Em nota, a FAB reafirmou seu compromisso com a segurança da navegação aérea e a preservação da soberania do espaço aéreo brasileiro.
Motivo do voo ainda não foi esclarecido
Até a divulgação das informações consultadas, não havia confirmação pública sobre a identidade do piloto, o destino pretendido para o helicóptero ou a existência de cargas transportadas pela aeronave.
Também não foram apresentados detalhes conclusivos sobre a motivação do voo irregular ou sobre eventuais prisões relacionadas à ocorrência.
Embora a entrada no espaço aéreo sem a documentação exigida tenha motivado a atuação das autoridades, não há, nas informações oficiais divulgadas sobre o episódio, confirmação de que o helicóptero estivesse transportando drogas, armas ou materiais ligados a atividades criminosas.
A apuração desses pontos é importante para esclarecer as circunstâncias da ocorrência e determinar a eventual responsabilidade dos envolvidos.
Fonte: Força Aérea Brasileira (FAB), com informações complementares publicadas pelo jornal Folha BV.
Leia também: Comunicado oficial da FAB sobre a interceptação.
