Política

Brasília

Desaprovação ao governo Lula atinge 56%, a maior do terceiro mandato, aponta PoderData

Pesquisa mostra queda de dois pontos na aprovação em três meses; desgaste político, economia estagnada e falas polêmicas contribuem para piora na imagem do presidente.


Presidente Lula (PT) – Foto: Reprodução

A mais recente pesquisa do instituto PoderData, divulgada nesta terça-feira (3), mostra que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrenta seu pior momento de popularidade desde o início do terceiro mandato. A desaprovação chegou a 56%, enquanto a aprovação caiu para 39%. Outros 5% dos entrevistados disseram não saber ou preferiram não responder.

O levantamento foi realizado entre os dias 31 de maio e 2 de junho, com 2.500 pessoas em 218 municípios nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.

Continua depois da Publicidade

Queda contínua desde o início do ano

A desaprovação ao governo Lula vem subindo de forma constante ao longo de 2025. No início do ano, era de 51%. Subiu para 53% entre janeiro e março, e agora atingiu 56%. Ao mesmo tempo, a aprovação caiu de 41% em março para os atuais 39%.

Principais fatores de desgaste

Especialistas apontam três fatores principais para o aumento da insatisfação com o governo:

  1. Desgaste político: Críticas à atuação do governo em temas como segurança pública, alianças no Congresso e condução de políticas ambientais têm desgastado a imagem do presidente.

  2. Falas polêmicas: Recentes declarações de Lula, como a admissão de que “não conhece as regras” do novo licenciamento ambiental, geraram críticas e desconfiança, inclusive entre aliados.

  3. Desaceleração econômica: A percepção de estagnação econômica e o aumento no custo de vida também têm afetado negativamente a avaliação popular.

Além disso, a oposição tem se fortalecido em alguns estados estratégicos. Pesquisas recentes, por exemplo, apontam que Jair Bolsonaro e Michelle Bolsonaro superam Lula no Espírito Santo, enquanto o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), aparece empatado com o presidente.