A criação da primeira Delegacia da Pessoa com Deficiência (PcD) do Amazonas, uma demanda histórica e ainda sem resposta efetiva por parte do poder público, foi o foco de uma reunião realizada na noite de quinta-feira (12), na zona Centro-Sul de Manaus. O encontro, promovido pelo PL PCD Amazonas, reuniu mais de dez associações e lideranças envolvidas na luta pela inclusão e direitos das pessoas com deficiência.

Foto: Divulgação
A pré-candidata ao Governo do Amazonas pelo PL, Professora Maria do Carmo, foi uma das convidadas para o evento. Durante a reunião, ela compartilhou as ações inclusivas já realizadas em suas empresas, como adaptações estruturais para alunos com deficiência e parcerias voltadas à empregabilidade desse público. Além disso, Maria do Carmo se comprometeu a incorporar no seu Plano de Governo as propostas apresentadas pelas entidades que atuam na causa PcD.
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“Além da criação da Delegacia da Pessoa com Deficiência, vamos incluir outras propostas que forem sugeridas. Sabemos que a inclusão no Amazonas está longe de ser uma realidade e, infelizmente, tem sido negligenciada nas ações do Executivo”, afirmou a pré-candidata.
O presidente do PL Amazonas, Alfredo Nascimento, também assumiu um compromisso importante durante o encontro: intermediar uma agenda com o governador Wilson Lima (União) para reforçar a solicitação de criação da Delegacia da Pessoa com Deficiência. Nascimento destacou que o PL Amazonas é um dos poucos partidos no país que já formalizou um Diretório da Pessoa com Deficiência, mostrando o compromisso da legenda com a causa.

“Vamos levar essa demanda ao Governo do Estado. A criação da Delegacia PcD será uma luta importante no projeto de governo que estamos construindo para 2026”, afirmou Alfredo – Foto: Divulgação
Censo Demográfico PcD
Outro ponto levantado durante a reunião foi a necessidade de um Censo Demográfico mais atualizado sobre a realidade das pessoas com deficiência no Amazonas. O presidente do PL PCD Amazonas, Nederson Iglas, destacou que os dados disponíveis, obtidos durante a pandemia em 2021, são desatualizados e limitados. Ele estima que pelo menos 17% da população amazonense, ou mais de 600 mil pessoas, apresentem algum tipo de deficiência.

“Precisamos de um levantamento mais preciso, que reflita a realidade atual. A falta de dados atualizados dificulta a implementação de políticas públicas eficazes”, explicou Iglas – Foto: Divulgação
Por fim, Nederson Iglas reforçou a importância de criar um ambiente mais acolhedor para as vítimas de crimes envolvendo pessoas com deficiência, propondo a formação de uma equipe multidisciplinar composta por psicólogos, assistentes sociais e outros profissionais para atender adequadamente essas ocorrências.
“É essencial uma abordagem mais sensível nos casos envolvendo pessoas com deficiência, que muitas vezes são vítimas do preconceito e do desconhecimento”, concluiu.
