O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), solicitou audiência com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça para tratar da quebra de sigilo bancário de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.
Segundo Viana, o objetivo do encontro é entender por que o ministro atendeu a um pedido da Polícia Federal (PF) e autorizou a quebra de sigilo antes mesmo de deliberação da comissão parlamentar de inquérito.
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O pedido de reunião ocorre mesmo após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, manter a votação da CPMI que aprovou a quebra de sigilos do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de outros investigados.
Questionamento sobre atuação da PF
Em declaração, Carlos Viana afirmou que pretende esclarecer se a iniciativa partiu do próprio ministro ou da Polícia Federal.
“Ele precisa dizer para mim: ele mandou a Polícia Federal fazer isso ou não? Porque, se a Polícia Federal fez isso de ofício, eu vou querer uma explicação do diretor”, disse o senador.
Além de Lulinha, Mendonça também autorizou a quebra de sigilo da empresária Roberta Luchsinger, apontada como amiga do filho do presidente.
Decisão de Dino
Posteriormente, o ministro Flávio Dino concedeu habeas corpus suspendendo a quebra de sigilo da empresa ligada à empresária. Após essa decisão, a defesa de Lulinha acionou o Supremo e solicitou que o entendimento também seja estendido a ele.
A movimentação intensificou o embate jurídico e político em torno das investigações conduzidas pela CPMI do INSS, que apura possíveis irregularidades envolvendo descontos indevidos em aposentadorias e contratos relacionados ao instituto.
