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Bolsonaro é alvo de nova operação da PF e deverá usar tornozeleira eletrônica

STF determina restrições após suspeitas de tentativa de asilo nos EUA; ex-presidente não poderá usar redes sociais nem manter contato com diplomatas.


Foto: Antônio Cruz/Ag. Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) na manhã desta sexta-feira (18), em Brasília (DF), após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). A ação, que também cumpriu mandados em endereços ligados ao Partido Liberal, inclui a instalação de uma tornozeleira eletrônica no ex-mandatário e uma série de restrições judiciais.

Segundo aliados, Bolsonaro estava em sua residência no bairro Jardim Botânico quando os agentes chegaram. Ele foi conduzido à sede da PF, onde o equipamento de monitoramento foi instalado.

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A decisão do STF impõe ao ex-presidente o cumprimento de recolhimento domiciliar noturno, das 19h às 7h, a proibição de uso de redes sociais, além de restrições a contatos com embaixadores, diplomatas e outros investigados pelo Supremo. O tribunal teria decidido pelas medidas após suspeitas de que Bolsonaro planejava pedir asilo político ao governo de Donald Trump, nos Estados Unidos — país onde seu filho, o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), tem buscado apoio internacional.

As novas determinações ocorrem na fase final do processo que apura a tentativa de golpe de Estado articulada após as eleições de 2022. O Ministério Público Federal acusa Bolsonaro de liderar um plano para impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), envolvendo civis e militares.

Na última segunda-feira (14), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, apresentou as alegações finais, pedindo a condenação de Bolsonaro por cinco crimes, incluindo golpe de Estado, organização criminosa armada e dano ao patrimônio público. A pena pode ultrapassar 40 anos de prisão.

Enquanto aguarda o julgamento, previsto para o fim de agosto, Bolsonaro intensificou articulações por uma eventual anistia. A movimentação ganhou força após o ex-presidente Donald Trump anunciar tarifas sobre exportações brasileiras, alegando cerceamento à liberdade de expressão por parte do STF.

Em resposta, o presidente Lula afirmou em pronunciamento nesta quinta-feira (17) que não aceitará “chantagens estrangeiras” e classificou os aliados de Bolsonaro como “traidores da pátria”. “Contamos com um Judiciário independente”, declarou o chefe do Executivo.

Com informações de G1, O Globo e Folha de S.Paulo.