
Padre Kelmon, presidente nacional do Foro do Brasil, fez um pronunciamento enérgico contra o grupo político liderado pelo senador Omar Aziz (PSD-AM) – Fotos: Reprodução
Durante passagem pelo Amazonas neste fim de semana, o Padre Kelmon, presidente nacional do Foro do Brasil, fez um pronunciamento enérgico contra o grupo político liderado pelo senador Omar Aziz (PSD-AM), que articula sua pré-candidatura ao governo do estado nas eleições de 2026.
Em discurso direcionado a apoiadores, Kelmon pediu que a população não permita o retorno ao poder de figuras que, segundo ele, estiveram associadas ao maior escândalo de corrupção na saúde do estado. “O grupo da Maus Caminhos quer voltar. Não podemos permitir isso”, afirmou.
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“Povo do Amazonas, o próximo ano será extremamente importante. São governadores, senadores e deputados que vamos escolher. E o grupo da Maus Caminhos quer voltar ao poder. Não podemos permitir isso”, disse o religioso.
Relembre: o que foi a Operação Maus Caminhos?
A Operação Maus Caminhos, deflagrada pela Polícia Federal em 2016, investigou um esquema de desvio de recursos públicos da saúde no Amazonas, estimado em mais de R$ 100 milhões. Os crimes envolviam contratos firmados com o Instituto Novos Caminhos, organização social que administrava unidades de saúde do estado.
Embora o senador Omar Aziz nunca tenha sido formalmente denunciado, familiares seus — incluindo a então primeira-dama do estado, durante sua gestão como governador — foram alvo de investigação e chegaram a ser presos durante os desdobramentos da operação, especialmente em 2019.
A operação revelou um esquema complexo de corrupção, lavagem de dinheiro e uso de empresas de fachada, que afetou diretamente o sistema público de saúde amazonense.
Críticas políticas e novo discurso
Padre Kelmon, que fundou o Foro do Brasil em 2023 e tem ampliado sua atuação política em nível nacional, usou o episódio como exemplo do que chamou de “velha política”.
“O Amazonas em maus caminhos, nunca mais. É hora de escolher novas pessoas, novos rumos para o estado. Não podemos permitir que o passado volte com a força da corrupção e do descaso”, concluiu.
Kelmon ainda reforçou a importância das eleições de 2026 como uma oportunidade de renovação política, incentivando os eleitores a rejeitarem nomes ligados a escândalos anteriores.
