Justiça

Amazonas

Em coletiva, presidente afastado do TJD-AM apresenta documentos em sua defesa e acusa FAF de perseguição (vídeo na íntegra)

Edson Rosas Junior, foi afastado do cargo por supostamente receber valores em sua conta pessoal e apresentou documentos com o "caminho do dinheiro" da entrada nas contas aos pagamentos finais.


Em coletiva de imprensa neste sábado (23) na sede do TJD-AM, o advogado, Edson Rosas admite erro em ato administrativo de caixa, porém, amparado pelo colegiado e alega que desde janeiro, a Federação Amazonense de Futebol não responde às demandas do Tribunal e tenta intervir em suas decisões. Edson Rosas Edson enfatizou que o TJD-AM tomou a iniciativa de criar uma resolução, com o respaldo de todo o colegiado, na qual os recursos que não estavam sendo repassados seriam direcionados para sua conta pessoal a fim de garantir a continuidade das atividades do TJD-AM e que a medida foi necessária devido à falta destes repasses por parte da Federação Amazonense de Futebol (FAF), para manter o pleno funcionamento do órgão e que o último pedido de assistência financeira foi encaminhado à FAF em abril deste ano.

Edson Rosas, apresentou sua defesa por meio de documentos e disse que a denúncia feita pela FAF é uma perseguição por parte do presidente da entidade, Ednailson Rozenha. O motivo seria a determinaçãoda 1ª Comissão Disciplinar do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-AM) em eliminar o Humaitá da Copa da Floresta, por conta da escalação irregular do atleta Marcos Malta, de 26 anos de idade.

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A eliminação

A 1ª Comissão Disciplinar do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-AM) condenou a equipe com a eliminação da competição, em julgamento realizado na tarde da última quarta-feira (20). Além da pena, a Liga de Humaitá terá que desembolsar R$ 1 mil de multa. A decisão cabe recurso da defesa.

A punição aconteceu por conta da escalação irregular do atleta Marcos Malta, de 26 anos de idade, que tem na carreira passagem no futebol profissional e atuou profissionalmente em 2022, situação que fere o regulamento do torneio de futebol não-profissional organizado pela Federação Amazonense de Futebol (FAF).

Acusação contra Edson Rosas

Em seguida a eliminação do Humaitá, o diretor de futebol do São Raimundo, Cícero Júnior apresentou na sexta-feira (22), comprovantes de quatro pagamentos feitos para pagar multas impostas ao clube, sendo todos os depositos feitos nas contas pessoais de Edson Rosas Junior e Larissa Ponce Guimarães, presidente e secretária-geral do Tribunal de Justiça Desportiva do Amazonas (TJD-AM), respectivamente. O Presidente, Edson Rosas foi afastado provisoriamente, juntamente com Larissa Ponce Guimarães – secretária-geral do Tribunal após esta denúncia.

O documento é uma Representação Ético Disciplinar assinado pelo Auditor Corregedor Geral do Tribunal Pleno do STJD, Felipe Bevilacqua, informando que a FAF apresentou documentos de “extrema gravidade, além de antiéticos e imorais”, citando também o “recebimento de valores oriundos de condenações suspeitas e em valores vultosos aplicados pelo TJD/AM nas contas pessoais dos representados, através de PIX, conforme farta documentação acostada”.

A defesa

“Não existem valores vultuosos e nem desproporcionais como dizem os dirigentes autuados. Os valores estão dentro do que é permitido na legislação. Portanto, a decisão do recolhimento das custas serem feitos no TJD não foi arbitrário, não fui eu que cheguei e disse assim: ‘tem que pagar aqui no TJD’. Tenho total consciência de que as custas deveriam ser pagas numa conta da federação mas tenho total consciência também de que na legislação diz que a obrigação de manter o custeio do tribunal é da FAF e ela não o faz. O Pleno do Tribunal de Justiça, decidiu que as custas deveriam ser pagas na secretaria do tribunal. Nada foi feito escondido ou para benefício de quem quer que seja“, disse.

O advogado Carlos Souza, que faz a defesa de Edson, esteve na coletiva e explicou a situação.

“Como é o modus operandi da acusação? Pega um ato legítimo que é facilmente rastreavel tanto da entrada do recurso quanto do seu destino e diz que aquilo foi uma apropriação indevida. Com a relação a Larissa, se ela recebeu o salário diretamente da FAF e depois ficou com o dinheiro das multas para ela ai seria uma apropriação indevida, agora se ela não recebeu salário da FAF e aproveitou por ordem desse tribunal pegue essa multa e seja o seu salário”, explicou.