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Oriente Médio

Trump celebra cessar-fogo em Gaza e declara fim da guerra: “Temos paz no Oriente Médio”

Acordo internacional põe fim à guerra em Gaza com troca de prisioneiros, promessa de reconstrução e retirada parcial de Israel da região. Hamas não participou da negociação.


Donald Trump, à direita, e Abdel Fattah al-Sisi assinaram documentos durante cúpula sobre Gaza, no balneário de Sharm el-Sheikh, em 13 de outubro de 2025 – Foto: Saul Loeb/AFP

Durante cúpula internacional realizada nesta segunda-feira (13), em Sharm el-Sheikh, no Egito, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um acordo de cessar-fogo que encerra oficialmente o conflito em Gaza. Ao lado de líderes do Egito, Catar e Turquia, Trump declarou que “finalmente temos paz no Oriente Médio”, após mediar o pacto que prevê não apenas o fim das hostilidades, mas também medidas como a libertação de prisioneiros e a retirada parcial de Israel de áreas da Faixa de Gaza.

A cúpula contou com a participação de 31 chefes de Estado e governo. Embora o premiê israelense Benjamin Netanyahu e representantes do Hamas não tenham comparecido, o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, esteve presente e apertou a mão de Trump em um gesto simbólico de apoio ao processo de paz.

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O acordo prevê a libertação de 20 reféns israelenses em troca de 1.968 prisioneiros palestinos. A medida foi recebida com comemorações tanto em Tel Aviv quanto em Ramallah e Gaza, onde multidões celebraram a libertação dos detentos. Também está prevista a retirada de tropas israelenses de parte do território palestino e o início da segunda fase do plano: o desarmamento do Hamas, que governa Gaza desde 2007.

Apesar do avanço diplomático, líderes alertam que a fase do desarmamento será a mais delicada. Um representante do Hamas declarou que essa etapa exigirá negociações complexas. Enquanto isso, caminhões com ajuda humanitária já começaram a entrar na Faixa de Gaza, trazendo alívio à população civil após meses de conflito intenso.

Em discurso no Parlamento israelense, Trump afirmou que o cessar-fogo representa não apenas o fim da guerra, mas o encerramento de uma era marcada pelo “terror e morte”. O presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, anunciou ainda a realização de uma conferência internacional para discutir a reconstrução de Gaza.

“O Egito trabalhará com os Estados Unidos e outros parceiros para lançar as bases da recuperação, reconstrução e desenvolvimento de Gaza”, declarou Sisi.

Militantes do Hamas durante a entrega de três reféns israelenses à Cruz Vermelha em Gaza — Foto: Saher Alghorra/The New York Times

Linha do tempo do conflito Israel-Gaza

  • 7 de outubro de 2023: Hamas lança ataque surpresa contra Israel, matando 1.219 pessoas.

  • Outubro de 2023 – Outubro de 2025: Israel responde com ofensiva militar em Gaza; estimativa de 67.869 mortos palestinos ao longo do conflito.

  • 13 de outubro de 2025: Acordo de cessar-fogo é assinado no Egito com apoio de Estados Unidos, Egito, Catar e Turquia.

  • Próximos passos: Desarmamento do Hamas, reconstrução de Gaza e novas negociações para estabilização da região.

Mousa Abu Marzouk, chefe do escritório de relações exteriores do Hamas baseado no Catar, disse em uma entrevista ao The New York Times que não teria apoiado o ataque se soubesse da devastação que causaria em Gaza.

Marzouk disse que não foi informado sobre os planos específicos para o 7 de outubro, no qual cerca de 1.200 pessoas foram mortas e cerca de 250 feitas reféns, mas que ele e outros líderes políticos do Hamas endossaram sua estratégia geral de atacar Israel militarmente.

— Se fosse esperado que o que aconteceu acontecesse, não teria havido o dia 7 de outubro — disse ele.

Crianças palestinas desabrigadas olhando para as tendas em meio aos destroços de Jabalia, no norte da Faixa de Gaza — Foto: Bashar Taleb/AFP

A imagem mostra como ficou Jabalia, no norte da Faixa de Gaza, após cessar-fogo – Foto: Bashar Taleb/AFP