Internacional

Presidente do Equador Lasso, declara estado de exceção para evitar protestos por grupos indígenas


Milhares de indígenas e membros de outros grupos descontentes, marcharam para a capital do Equador no oitavo dia de protestos contra os preços dos combustíveis, acusados ​​pelo presidente de buscar apenas o “caos” e sua remoção.

O presidente do Equador, Guillermo Lasso, declarou estado de exceção em três províncias do país andino, em uma tentativa de acalmar protestos convocados por grupos indígenas em rejeição às políticas econômicas do governo.

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A medida durará 30 dias nas províncias de Imbabura, Cotopaxi e Pichincha – áreas que incluem a capital Quito , que sofreram maior violência em meio a protestos, com ataques a plantações de flores e danos à infraestrutura, enquanto policiais também foram detidos pelos manifestantes.

O toque de recolher em Quito será das 22:00, horário local (03:00 GMz), até as 05:00 a partir de sábado, disse Lasso, enquanto as reuniões serão proibidas durante todo o dia nas províncias afetadas. Ele não disse quanto tempo durariam as medidas.

“Apelei ao diálogo e a resposta foi mais violência, não há intenção de encontrar soluções”, disse Lasso em transmissão televisiva.

Grupos indígenas lançaram protestos na segunda-feira (20), com manifestantes bloqueando estradas em todo o país em oposição às políticas sociais e econômicas de Lasso, exigindo congelamento dos preços da gasolina, suspensão de novos projetos de mineração e petróleo e mais tempo para pequenos agricultores pagarem seus empréstimos bancários.

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Lasso aumentará a ajuda para os setores mais vulneráveis ​​e subsidiará os custos de fertilizantes em 50% para pequenos e médios agricultores, enquanto o banco público perdoará empréstimos vencidos de até US$ 3.000.

Não haverá aumento nos custos de diesel e gasolina, acrescentou Lasso.

Grupos indígenas continuam bloqueando estradas que ligam Quito ao norte e ao sul do país, enquanto os estudantes apoiam os protestos.

Leonidas Iza, presidente da organização indígena CONAIE do Equador, disse que as propostas de Lasso resolveram parcialmente os problemas, mas duvida que sejam implementadas, disse ele nas redes sociais.

Redação Portal CINCO