Internacional

Roma

Ao sair de hospital após cinco semanas, papa agradece preces e pede fim de conflito em Gaza

O papa Francisco fez sua primeira aparição pública neste domingo (23) após mais de cinco semanas, saudando a multidão do balcão do hospital Gemelli, em Roma, antes de sua saída do estabelecimento. Depois saiu em comitiva em direção ao Vaticano.


Papa aparece na sacada do hospital Gemelli, em Roma, pouco antes de deixar o local após cinco semanas internado por causa de problemas pulmonares (23-03-25) – Foto: Andrew Medichini/AP

“Obrigado, obrigado”, disse o papa, com uma voz frágil, aparência inchada, sentado em uma cadeira, acenando com a mão para a multidão que o aplaudia diante do hospital.

Com 88 anos, o pontífice, que está no cargo há 12 anos, foi hospitalizado no dia 14 de fevereiro devido a uma grave infecção respiratória.

Continua depois da Publicidade

Seus médicos declararam no sábado que ainda será necessário “muito tempo” para sua recuperação completa e indicaram que ele ficará em descanso no Vaticano por mais dois meses.

Fim de ataques israelenses

Em sua oração dominical do Angelus, o papa Francisco exigiu o fim “imediato” dos ataques israelenses sobre a Faixa de Gaza, além da retomada do diálogo para a libertação de “todos os reféns” e para um “cessar fogo definitivo”.

“Estou triste pela retomada dos intensos bombardeios israelenses sobre a Faixa de Gaza, que causaram tantas mortes e feridos”, escreveu o papa

O exército israelense lançou neste domingo uma ofensiva em Rafah, no sul da Faixa de Gaza, onde pediu a retirada de parte da população, enquanto continuava suas operações no norte, cinco dias após romper o cessar-fogo com o Hamas.

Libertação de reféns

“Peço que as armas se calem imediatamente e que tenhamos a coragem de retomar o diálogo para que todos os reféns sejam libertados e para alcançarmos um cessar-fogo definitivo”, continuou Francisco.

“Na Faixa de Gaza, a situação humanitária é novamente muito grave e exige o compromisso urgente das partes em conflito e da comunidade internacional”, concluiu.

A retomada das operações militares no território palestino, causou mais de 520 mortes desde terça-feira, segundo a Defesa Civil de Gaza. Os ataques coincidem com nova ofensiva fatal no Líbano contra o Hezbollah pró-iraniano, enquanto o exército israelense anunciou no domingo ter interceptado um míssil vindo do Iémen.