Coluna
Made in Brazil
Marco Antônio Ribeiro

Em época de censura – Solange


Quem viveu a época da ditadura, deve lembrar do órgão de censura, que era comandada pela temida dona Solange Hernandes, que assinava os certificados que eram mostrados antes dos programas na TV e cinema (vide a assinatura na imagem).

Ela também fazia os cortes generosos em músicas, livros e afins.

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Ganhou até uma “homenagem” de Léo Jaime, na canção batizada com seu nome.

“Eu tinha tanto pra dizer
Metade eu tive que esquecer
E quando tento escrever
Seu nome vem me interromper”

A censura acabou na metade dos anos 80, a dona Solange morreu em 2013, em total esquecimento.

Mas seu legado ficou!!!

Hoje, com as redes sociais, temos milhões de Solanges censurando (ou melhor, cancelando) as publicações que não agradam seus conceitos imutáveis.

Antes, todos tinham um inimigo em comum. Agora, qualquer um é um “inimigo” em potencial.

Com isso, a melhor estratégia para não se estressar com esse mundo moderno repleto de Solanges é resgatar a velha sabedoria dos nossos ancestrais, que dizia que “em boca fechada não entra mosca”.