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Relatório identifica problemas estruturais no prédio do Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA)

O Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA) localizado no Distrito Industrial de Manaus, foi entregue para a nova administração com a estrutura predial comprometida, necessitando de intervenções urgentes. Rachaduras, infiltrações, assoreamento, falta de mangueiras de combate à incêndio, forro deteriorado, são algumas das implicações.


Os problemas estão por toda parte e podem ser visivelmente identificados interna e externamente. As infiltrações e trincas nas lajes comprometem a segurança dos equipamentos dos 26 laboratórios de pesquisa, assim como a saúde dos pesquisadores, por causa da umidade excessiva. Além disso, há relatos sobre equipamentos que precisaram ser descartados porque ficaram avariados, devido a situação preocupante do prédio.

Forros e luminárias estão deterioradas, centrais de ar condicionados não funcionam, o assoreamento do talude de algumas áreas externas compromete a estrutura. O muro de contenção que faz divisa com a sede da Pestalozzi encontra-se em estado de colapso. O complexo não dispõe de sistema contra descargas atmosféricas, os hidrantes estão danificados, comprometendo o sistema de combate a incêndio do local.

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Parte das fotos documentadas no relatório do CBA entregue a nova diretoria

      

 

Carlos Souza, vice-diretor da Fundação Universitas de Estudos Amazonicos – FUEA, disse em entrevista por telefone, que “nos últimos quatro anos, o CBA ficou completamente abandonado. Nada foi feito para manter a infraestrutura do prédio. É lamentável que uma gestão fique quase 1.500 dias sob o comando de uma instituição e não tenha tido a preocupação com a segurança dos próprios funcionários que produzem ciência no espaço.

Corpo de Bombeiros e IPAAM já haviam alertado para os problemas

Sabe-se que que os problemas na infraestrutura física do CBA já eram de conhecimento da antiga gestão do Complexo. Uma vistoria técnica realizada pelo Corpo de Bombeiros em 27 de julho de 2015 apontou a necessidade da realização de 14 intervenções no sistema de combate a incêndio do CBA, mas o alerta da corporação foi ignorado pela antiga gestão do Centro.

Em 26 de maio de 2023, o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM) fez uma vistoria na instituição e notificou determinando a realização de várias adequações na Estação de Tratamento de Esgoto, medida que também foi ignorada pelo ex-gestor do CBA.

Mdic e Suframa estão cientes

Tão logo a atual gestão do CBA teve acesso às dependências do prédio e constatou os problemas envolvendo as péssimas condições da estrutura física do Complexo, os representantes da FUEA encaminharam a avaliação de desempenho estrutural do Centro para o conhecimento do Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio (Mdic) e também para a atual gestão da Superintendência da Zona Franca de Manaus – Suframa.

“O atual superintendente da autarquia, Bosco Saraiva, tem nos auxiliado na solução dos problemas do CBA, intermediando o diálogo com diversas instituições, a fim de assegurar uma maior celeridade na tramitação das tratativas referentes à regularização do imóvel. Habite-se e Licença do Corpo de Bombeiros, que o CBA nunca possuiu. Temos muito a agradecer a toda a equipe da SUFRAMA, em especial ao Superintendente Bosco Saraiva. Graças ao apoio dessa equipe estamos conseguindo superar todos os obstáculos.” finalizou, Carlos Souza.