STJ afasta Paulo Dantas, suspeito de envolvimento em desvio de recursos públicos.
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Paulo Dantas foi eleito governador de Alagoas em eleições indiretas em maio deste ano — Foto: Jonathan Lins
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Após ser afastado do cargo de governador de Alagoas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) nesta terça-feira (11), Paulo Dantas (MDB) chamou de “encenação” a operação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal que investiga um desvio de R$ 54 milhões na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE) e disse que vai recorrer da decisão. “O recurso judicial será firme”.

A Operação Edema cumpriu 31 mandados de busca e apreensão na ALE, no Palácio do Governo e na casa de Dantas e de parentes dele. Foram apreendidos R$ 100 mil em espécie na casa do governador e R$ 14 mil com ele em um hotel em São Paulo, além de R$ 150 mil na casa de um cunhado dele. O celular do governador também foi apreendido.
“Revela-se grotesca a ‘ação’ – na verdade, ‘encenação’ – de uma ala da Polícia Federal, que permitiu ser aparelhada para atender interesses político-eleitorais, tentando dar um golpe na minha candidatura à reeleição de governador de Alagoas para favorecer o candidato de Arthur Lira, Rodrigo Cunha”, disse Dantas, por meio de nota à imprensa.
O governador agora afastado faz referência ao segundo turno das eleições em Alagoas, que disputa com Rodrigo Cunha (União Brasil). A disputa representa a briga entre os grupos políticos mais importantes atualmente no estado, um comandado por Renan Calheiros (MDB) e o outro, pelo presidente da Câmara Federal, o deputado federal Arthur Lira (PP).
Segundo a PF e o MPF, a necessidade e a urgência das medidas cautelares cumpridas na manhã de hoje – que incluem busca e apreensão, sequestro de bens e afastamentos de função pública, ente outras medidas – foram amplamente demonstradas nos autos da investigação policial e corroboradas pelo Ministério Público Federal, o que subsidiou a decisão judicial.
Redação: Portal CINCO
