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Erika Hilton e ativista ligada a grupo considerado terrorista geram polêmica em evento da PUC-SP

Aula aberta sobre direitos das mulheres terá participação de ativista associada à rede Samidoun, organização acusada por alguns países de ligação com grupo armado palestino.


Rawa Alsagheer é cineasta e ativista política palestina nascida na Síria. A presença da ativista no evento chamou atenção porque a organização Samidoun enfrenta acusações e sanções em alguns países – Foto: Reprodução

Uma aula aberta prevista para acontecer na próxima segunda-feira (9) na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) gerou repercussão nas redes sociais e no meio político após a divulgação da lista de convidados do evento.

Entre os participantes anunciados estão a deputada federal Erika Hilton, do PSOL de São Paulo, e a ativista palestina Rawa Alsagheer, que atua como coordenadora da organização internacional Samidoun, uma rede de solidariedade a prisioneiros palestinos.

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O encontro é promovido por um núcleo de estudos ligado ao curso de Psicologia da universidade e tem como tema a “defesa da vida das mulheres, contra o imperialismo, por democracia, soberania e pelo fim da escala 6×1”, segundo material de divulgação publicado nas redes sociais.

Imagem: Reprodução/Instagram

Quem é a convidada internacional

De acordo com a divulgação do evento, Rawa Alsagheer é cineasta e ativista política palestina nascida na Síria. Ela também integra movimentos políticos ligados à causa palestina e participa de campanhas internacionais de mobilização e denúncia sobre a situação de presos palestinos em Israel.

A organização Samidoun afirma atuar globalmente para apoiar prisioneiros palestinos e denunciar condições de detenção em prisões israelenses. O grupo possui apoiadores e afiliados em diversos países da Europa, América do Norte e Oriente Médio.

Acusações e sanções internacionais

A presença da ativista no evento chamou atenção porque a organização Samidoun enfrenta acusações e sanções em alguns países.

Em 2023, o governo da Alemanha proibiu atividades do grupo no país, alegando que a rede promovia propaganda anti-Israel e discursos considerados antissemitas.

Já os governos dos Estados Unidos e do Canadá anunciaram sanções contra a organização em 2024, afirmando que a entidade atuaria como uma espécie de fachada para arrecadação de recursos destinados à Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP), grupo classificado como organização terrorista por diversos países.

O governo de Israel também considera a rede Samidoun uma organização terrorista desde 2021, apontando suposta atuação em nome da FPLP em atividades internacionais.

Debate acadêmico e repercussão

A realização do evento ocorre em um contexto de intensos debates internacionais sobre o conflito no Oriente Médio e a liberdade de expressão em ambientes universitários.

Críticos do encontro questionam a presença de representantes ligados a organizações acusadas de extremismo. Já apoiadores afirmam que universidades devem ser espaços de debate acadêmico, pluralidade de ideias e discussão política.

Até o momento, a PUC-SP não divulgou posicionamento oficial detalhado sobre o evento específico. Em ocasiões anteriores envolvendo tensões relacionadas ao conflito entre israelenses e palestinos, a universidade declarou repudiar manifestações de ódio ou discriminação dentro do campus e defender a convivência democrática.

Contexto internacional

A discussão ocorre em meio à ampliação do debate global sobre o conflito no Oriente Médio e o papel de movimentos políticos e organizações internacionais que atuam em defesa de diferentes posições sobre a questão palestina.

Nos últimos anos, universidades ao redor do mundo têm se tornado palco de debates intensos sobre o tema, envolvendo liberdade acadêmica, ativismo político e segurança internacional.