Amazonas

2º caso de varíola dos macacos é confirmado no Amazonas


Outro caso também foi confirmado, mas como o paciente está em Manaus a trabalho, a notificação será feita em sua cidade.

A Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES) confirmou na terça-feira (02) o segundo caso positivo para varíola dos macacos (monkeypox) no estado.

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Ainda conforme a SES, os dois pacientes são homens, com idades entre 25 e 40 anos, com histórico de viagens recentes ou contato com pessoas não residentes no estado.

Os dois pacientes foram atendidos pela Fundação de Medicina Tropical – Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), em Manaus.  As amostras serão submetidas a exames realizados pelo Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia). Por protocolo nacional, uma segunda amostra de cada um dos pacientes, será encaminhada ao Lacen da Fundação Ezequiel Dias (Lacen/Funed), em Minas Gerais, também para diagnóstico.

A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Drª Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) divulgou os detalhes do cenário epidemiológico.

A equipe de Vigilância em Saúde do Amazonas está monitorando, ainda, outros 2 casos suspeitos que permanecem em investigação pelo Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde de Manaus (CIEVS-Manaus).

A FVS-RCP destaca que, de acordo com o trabalho de investigação e vigilância que vem sendo realizado, os casos são importados. Ou seja, não há, até o momento, casos confirmados de transmissão autóctone (local). Todos os pacientes confirmados têm histórico de viagem recente.

Orientação às grávidas

O Ministério da Saúde emitiu uma nota técnica na qual recomenda o uso de máscaras para mulheres grávidas, lactantes e com bebês recém-nascidos para prevenção contra a varíola dos macacos. O documento, publicado pela pasta na segunda-feira (01), orienta que esse grupo deve usar preservativos em qualquer tipo de contato sexual – principal meio de transmissão da doença.

Segundo a nota técnica, gestantes, puérperas e lactantes devem se manter afastadas de pessoas que apresentem febre e lesões cutâneas. Em casos de sintomas suspeitos, elas devem procurar ajuda médica. Para pacientes sintomáticos, a recomendação é manter isolamento por 21 dias e monitorar os sinais da doença. Caso persistam, a orientação é repetir o teste.

Nos casos de gestantes com quadro moderado ou grave de varíola dos macacos, o Ministério da Saúde recomenda que elas sejam hospitalizadas, “levando em consideração maior risco”.

Doença

A varíola dos macacos é uma doença causada pela infecção com o vírus Monkeypox, que causa sintomas semelhantes aos da varíola. Ela começa com febre, dor de cabeça, dores musculares, exaustão e inchaço dos linfonodos.

Uma erupção geralmente se desenvolve de 1 a 3 dias após o início da febre, aparecendo pela primeira vez no rosto e se espalhando para outras partes do corpo, incluindo mãos e pés. Em alguns casos, pode ser fatal, embora seja tipicamente mais suave do que a varíola. A doença é transmitida para pessoas por vários animais selvagens, como roedores e primatas, mas também pode ser transmitida entre pessoas após contato direto ou indireto.

Redação Portal CINCO

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