União Europeia aprova aumento de meta para uso de energia renovável até 2030, de 32% a 40%.
Ministros de Energia da União Europeia concordaram nesta segunda-feira (27) sobre leis para economizar energia e promover fontes renováveis, como parte de um pacote proposto por Bruxelas para combater as mudanças climáticas por meio de uma redução drástica da emissão de gases do efeito estufa nesta década.
Mais detalhes sobre as propostas climáticas serão discutidos nas negociações na terça-feira (28) e alguns diplomatas temem que propostas como a proibição de veículos a óleo e diesel até 2035 possam terminar.
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Os ministros de energia da União Europeia também discutirão opções para reduzir a demanda de gás natural em massa, enquanto a Comissão Europeia se prepara para apresentar um plano no próximo mês para coordenar medidas para combater os novos cortes de oferta da Rússia em meio à guerra na Ucrânia.
“Precisamos encontrar uma abordagem coordenada para a indústria”, disse o comissário de energia da UE, Kadri Simson, na reunião em Luxemburgo. Ele acrescentou que “os consumidores serão protegidos” de tais restrições.
Os ministros estão tentando chegar a um acordo sobre posições comuns sobre a legislação proposta para cumprir a meta de 2030 de reduzir as emissões em 55% em relação aos níveis de 1990.
Mas a ameaça de uma desaceleração econômica devido ao aumento dos preços da energia deixou alguns países cautelosos com mudanças rápidas que eles temem que possam causar mais interrupções.
Bruxelas propôs metas ainda mais altas no mês passado, e espera-se que os ministros a revisem este ano enquanto negociam as leis finais com o parlamento da União Europeia.
Em um notável enfraquecimento das propostas, a pedido da Espanha, a meta de 2030 para reduzir o consumo de energia primária foi tornada voluntária e não juridicamente vinculativa. Mas os países também apoiaram regras mais rígidas propostas pela Alemanha para garantir que cada estado membro contribua para outra meta obrigatória de reduzir o consumo final de energia da UE.
Bruxelas disse que a crise de fornecimento de energia deste ano causada pela invasão da Ucrânia pela Rússia significa que os 27 países da UE devem agir ainda mais rápido para se livrar dos combustíveis fósseis.
Redação Portal CINCO
