Com a subida de dois centímetros de domingo para esta segunda, o nível do Rio Negro ultrapassou a cota registrada em 1989 (29,42 m), tornando-se, assim, a oitava maior cheia.
De acordo com o Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM), o processo de enchente vem apresentando uma subida expressiva em toda a calha principal do rio Negro, com níveis acima do esperado para o período.
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O Boletim de Monitoramento Hidrometeorológico da Amazônia Ocidental aponta que em em Manaus, o rio vem reduzindo sua velocidade de subida.
“O rio Negro em Manaus apresenta um hidrograma estável, em que em 75% dos anos da série histórica a cota máxima ocorre no mês de junho e em 19% no mês julho. A partir daí, o rio Negro tende a iniciar seu processo de vazante até que atinja a cota mínima. O fim da vazante, por sua vez, não apresenta um período preferencial, podendo ocorrer entre outubro e janeiro do próximo ano”, diz trecho do boletim.

Ainda segundo o CPRM, se o Rio Negro mantiver uma média de subida de 2 centímetros por dia, a enchente de 2022 pode ficar entre as quatro maiores da história.
A maior cheia registrada no Amazonas foi a de 2021, quando o rio Negro atingiu a cota de 30,02 metros em 16 de junho.
Redação Portal CINCO
