Política

Eleições 2026

AtlasIntel: Lula lidera 1º turno, mas Flávio Bolsonaro aparece à frente em empate no 2º turno

Presidente tem 43% contra 37,4% do senador no primeiro turno; em uma eventual disputa direta, Flávio marca 46,4% e Lula, 46,2%, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira.


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) permanece na liderança da corrida presidencial de 2026 no primeiro turno, mas a distância para Flávio Bolsonaro (PL) diminuiu, segundo pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quinta-feira (10).

Lula aparece com 43% das intenções de voto, mesmo percentual registrado no levantamento anterior. Flávio, por sua vez, avançou de 34% para 37,4%, reduzindo a diferença entre os dois de 9 para 5,6 pontos percentuais.

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O resultado chama atenção principalmente pelo cenário de segundo turno. Em uma eventual disputa direta entre Lula e Flávio Bolsonaro, o senador aparece numericamente à frente, com 46,4%, contra 46,2% do presidente. Como a margem de erro é de um ponto percentual, os dois estão tecnicamente empatados.

Cury e Renan disputam a terceira posição

 

 

O levantamento também mostra uma disputa apertada pelo terceiro lugar.

O escritor Augusto Cury (Avante) aparece com 6,6%, enquanto Renan Santos (Missão) registra 6,5%. Os dois estão, portanto, empatados dentro da margem de erro.

Cury, que havia registrado 8% na pesquisa anterior, oscilou negativamente. Já Renan apresentou crescimento, passando de 3% para 6,5%.

Na sequência aparecem:

  • Romeu Zema (Novo): 2,1%
  • Ronaldo Caiado (PSD): 1,1%
  • Samara Martins (UP): 1%
  • Pablo Marçal (PRTB): 1%
  • Clariana Barão (DC): 0,3%
  • Rui Costa Pimenta (PCO): 0%
  • Wilson Grassi (Democrata): 0%

Brancos e nulos somam 0,6%, enquanto 0,4% dos entrevistados não souberam responder.

Flávio cresce no primeiro turno

A principal mudança em relação ao levantamento anterior foi o avanço de Flávio Bolsonaro.

O senador ganhou 3,4 pontos percentuais desde a pesquisa de agosto, enquanto Lula permaneceu no mesmo patamar de 43%.

Apesar da redução da vantagem petista, Lula ainda lidera o primeiro turno por 5,6 pontos percentuais.

A pesquisa, entretanto, mostra uma disputa muito mais equilibrada quando os eleitores são colocados diante de apenas dois nomes.

No segundo turno entre Lula e Flávio, a diferença numérica é de apenas 0,2 ponto percentual: 46,4% para o senador e 46,2% para o presidente.

Lula também aparece em cenários apertados

O cenário de segundo turno não é apertado apenas contra Flávio Bolsonaro.

O levantamento também aponta disputas acirradas envolvendo Lula e outros adversários testados pelo instituto. A margem de erro de um ponto percentual faz com que pequenas diferenças numéricas não sejam suficientes para estabelecer vantagem estatística.

Isso significa que a fotografia eleitoral apresentada pela pesquisa pode mudar significativamente quando os candidatos são reduzidos a apenas dois nomes.

Rejeição mostra forte polarização

Outro dado importante da pesquisa é o índice de rejeição.

Lula aparece com 52,5% dos entrevistados afirmando que não votariam nele de jeito nenhum. Flávio Bolsonaro vem logo atrás, com 49,6%.

O ex-presidente Jair Bolsonaro registra 37,7% de rejeição. Renan Santos aparece com 35,7%, enquanto Pablo Marçal tem 35,1%.

Entre os candidatos mais competitivos fora do eixo Lula-Bolsonaro, Augusto Cury apresenta uma rejeição de 25,6%, a menor entre os principais nomes testados.

O resultado indica que os dois líderes concentram também os maiores índices de resistência do eleitorado, reforçando o caráter polarizado da disputa.

Aprovação do governo Lula recua

A pesquisa também aponta dificuldades para o governo federal.

desaprovação da administração Lula chegou a 53,8%, enquanto 43,7% aprovam o governo. No levantamento anterior, a desaprovação era de 51%.

Na avaliação geral da gestão, 50,8% classificam o governo como ruim ou péssimo. Outros 38,3% consideram a administração ótima ou boa, enquanto 10,8% avaliam o governo como regular.

O resultado cria um contraste entre a avaliação do governo e o desempenho de Lula na corrida eleitoral: mesmo com mais da metade dos entrevistados desaprovando a administração, o presidente mantém 43% das intenções de voto no primeiro turno.

Nordeste é principal reduto de Lula

Os recortes regionais ajudam a explicar a liderança do presidente.

Lula chega a 53,3% no Nordeste, seu melhor desempenho regional. O petista também apresenta vantagem entre as mulheres, segmento no qual registra 48%.

Flávio Bolsonaro, por outro lado, tem seu melhor desempenho no Centro-Oeste, com 65,1%, além de liderar entre os homens, com 42%.

No recorte religioso, Lula aparece com 47,3% entre os católicos, enquanto Flávio alcança 49,9% entre os evangélicos.

A pesquisa também aponta diferenças importantes por faixa de renda: Lula se destaca entre eleitores com renda familiar de até R$ 2 mil, enquanto Flávio apresenta melhor desempenho entre aqueles com renda superior a R$ 10 mil.

Levantamento ouviu 5 mil eleitores

A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg ouviu 5.000 eleitores brasileiros entre 4 e 9 de setembro de 2026, por meio de recrutamento digital aleatório, metodologia conhecida como Atlas RDR.

A margem de erro é de um ponto percentual para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01452/2026.

Cenário eleitoral fica mais apertado

Os números divulgados nesta quinta-feira reforçam a percepção de uma eleição marcada pela polarização entre Lula e o grupo político ligado ao bolsonarismo.

No primeiro turno, Lula continua à frente, mas Flávio reduziu significativamente a distância. No segundo turno, os dois aparecem praticamente empatados.

Ao mesmo tempo, candidaturas como a de Augusto Cury e Renan Santos disputam o espaço intermediário e podem representar uma parcela importante dos votos que estarão em jogo em uma eventual segunda etapa da eleição.

Com a campanha avançando, a capacidade dos candidatos de reduzir a rejeição e conquistar os eleitores ainda não consolidados pode ser decisiva para definir quem chegará mais forte ao segundo turno.