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Morre aos 74 anos o jornalista Marcos Penido, referência do jornalismo esportivo brasileiro

Profissional trabalhou por 32 anos em O GLOBO, cobriu nove Copas do Mundo e foi vencedor de dois Prêmios Esso, um deles pela revelação de um esquema de manipulação de resultados no futebol carioca.


Morre Marcos Penido, jornalista de 74 anos que cobriu nove Copas do Mundo – Foto: Reprodução

 

Morreu neste sábado (29), aos 74 anos, o jornalista Marcos Penido, que construiu uma das mais respeitadas trajetórias do jornalismo esportivo brasileiro. O profissional faleceu após um quadro de insuficiência cardíaca.

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Conhecido pelos colegas como “Penidão”, Penido trabalhou durante 32 anos no jornal O GLOBO, entre 1983 e 2015. Ao longo da carreira, destacou-se pela atuação como repórter e pela capacidade de revelar informações de grande repercussão no futebol.

Antes de chegar ao GLOBO, o jornalista trabalhou no Jornal do Brasil, onde conquistou seu primeiro Prêmio Esso pela cobertura da Copa do Mundo de 1982. Ao todo, participou da cobertura de nove Mundiais, entre 1982 e 2014.

No GLOBO, recebeu outro Prêmio Esso, desta vez pela reportagem que revelou um esquema de manipulação de resultados envolvendo a arbitragem do futebol carioca em 1994.

A investigação ganhou repercussão após uma reportagem publicada pelo jornal em 16 de dezembro daquele ano revelar uma articulação envolvendo árbitros e integrantes da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj). O caso provocou uma crise no futebol carioca e levou a uma série de investigações.

Penido integrou a equipe responsável pela apuração, ao lado dos jornalistas César Seabra, Eduardo Tchao, Paulo Júlio Clement, Antônio Roberto Arruda e Gustavo Poli. O trabalho acabou reconhecido com o Prêmio Esso de Informação Esportiva.

Repórter de uma geração

A trajetória de Marcos Penido foi marcada pelo jornalismo de campo, pela busca de informações exclusivas e pela cobertura de grandes acontecimentos esportivos.

Em depoimento reproduzido pelo O GLOBO, o jornalista Toninho Nascimento, que foi editor do jornal e chefe de Penido durante 16 anos, destacou justamente esse perfil profissional.

Além da carreira nas redações, Penido era conhecido entre amigos e colegas pela personalidade afável. Torcedor do Botafogo, deixa a mulher, Rita, dois enteados e uma trajetória marcada por décadas dedicadas ao jornalismo esportivo.

A morte do jornalista representa a despedida de um profissional de uma geração que fez da reportagem investigativa e da busca pela informação exclusiva uma das principais marcas do jornalismo brasileiro.