Política

Eleições 2026

Tarifaço de Trump reacende disputa presidencial e impulsiona debate entre Lula e Flávio Bolsonaro

Nova pesquisa Quaest aponta cenário acirrado para 2026 e indica reflexos políticos da crise comercial entre Brasil e Estados Unidos.


A mais recente pesquisa Genial/Quaest voltou a colocar em evidência a polarização entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na corrida pelo Palácio do Planalto em 2026. O levantamento mostra um cenário de disputa apertada, especialmente em uma eventual segunda rodada eleitoral, em meio aos desdobramentos da crise diplomática provocada pela ameaça de novas tarifas impostas pelo presidente norte-americano Donald Trump.

Segundo os dados divulgados, Lula aparece na liderança do primeiro turno com 39% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 33%. Já em uma simulação de segundo turno, os dois aparecem tecnicamente empatados, com 42% para Lula e 41% para Flávio, dentro da margem de erro da pesquisa.

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O novo cenário surge após a escalada da tensão entre Brasil e Estados Unidos, provocada pela ameaça de Trump de ampliar tarifas sobre produtos brasileiros. O episódio ganhou forte repercussão política e passou a ser explorado tanto pelo governo federal quanto pela oposição.

Lula tem utilizado o tema para reforçar o discurso de defesa da soberania nacional e criticar a aproximação de lideranças bolsonaristas com setores ligados ao ex-presidente norte-americano. Já Flávio Bolsonaro busca se desvincular das medidas anunciadas por Trump e afirma que não apoia qualquer ação que prejudique a economia brasileira.

Analistas políticos avaliam que a crise comercial pode influenciar o humor do eleitorado nos próximos meses, especialmente em temas ligados à economia, relações internacionais e geração de empregos. O episódio também reforça a tendência de polarização observada nas pesquisas ao longo de 2026.

Nos últimos levantamentos, Lula e Flávio Bolsonaro têm concentrado a maior parte das intenções de voto, deixando outros possíveis candidatos mais distantes da disputa principal. A tendência é que o embate entre os dois grupos políticos continue dominando o cenário eleitoral à medida que a campanha presidencial se aproxima.