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Escândalo com ex-banqueiro abala pré-candidatura de Flávio Bolsonaro, diz imprensa francesa

Le Monde afirma que senador perdeu força nas pesquisas após revelações sobre sua relação com Daniel Vorcaro e financiamento do filme “Dark Horse”.


Flávio Bolsonaro conversa com a imprensa sobre revelações de áudios que enviou ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para o financiamento do filme “Dark Horse” – Foto: Mateus Bonomi/REUTERS  

O jornal francês Le Monde destacou nesta quinta-feira (21) a queda de popularidade do senador Flávio Bolsonaro após a divulgação de áudios que revelam sua proximidade com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo a publicação, o episódio enfraqueceu as pretensões presidenciais do parlamentar para as eleições de 2026.

A controvérsia envolve o financiamento do filme “Dark Horse”, produção que retrata a eleição do ex-presidente Jair Bolsonaro em 2018. De acordo com a reportagem, mensagens e áudios divulgados pelo site Intercept Brasil mostram Flávio solicitando recursos a Vorcaro para quitar dívidas relacionadas ao longa.

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O diário francês afirma que, após as revelações, o senador passou a registrar queda nas pesquisas de intenção de voto. Uma sondagem citada pelo jornal aponta recuo de 47,8% para 41,8% em um eventual segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A matéria também relembra que Flávio Bolsonaro negou inicialmente conhecer Vorcaro e tentou associar o governo Lula ao escândalo, sem apresentar provas. Para o Le Monde, as contradições passaram a impactar diretamente sua imagem pública.

Aliados políticos também demonstraram desconforto com o caso. O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, classificou o episódio como “um tapa na cara dos brasileiros”.

Além das repercussões políticas, a reportagem destaca que a Polícia Federal abriu investigação para apurar se parte dos recursos ligados ao filme teria sido desviada para outras finalidades, incluindo possíveis atividades de lobby internacional conduzidas por Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.

Nos bastidores, líderes de partidos de centro teriam avaliado que as revelações podem representar apenas “a ponta do iceberg”, aumentando a pressão sobre a campanha do senador.