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Venezuela

Presidente interina Delcy Rodríguez promove troca no comando militar e tenta consolidar poder na Venezuela

Mudanças nas Forças Armadas ocorrem em meio à crise política e à pressão dos Estados Unidos por reestruturação no país.


As Forças Armadas da Venezuela juraram lealdade a Rodríguez – Foto: Palácio de Miraflores/REUTERS

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou uma ampla mudança no comando das Forças Armadas do país.

A decisão inclui a substituição dos principais líderes militares e ocorre logo após a demissão do ministro da Defesa, cargo ocupado por um aliado histórico do ex-presidente Nicolás Maduro.

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Para o lugar, foi nomeado o general Gustavo González López, que tem forte ligação com o setor de inteligência e já ocupou cargos estratégicos no governo.

As mudanças fazem parte de uma reestruturação mais ampla iniciada após a saída de Maduro do poder, em janeiro deste ano, durante uma operação militar dos Estados Unidos. Desde então, Rodríguez tenta consolidar sua autoridade em meio a um cenário político instável e sob forte pressão internacional.

As Forças Armadas da Venezuela, que juraram lealdade a Rodríguez, são uma entidade poderosa. Elas supervisionam empresas de petróleo, mineração e distribuição de alimentos, além de operações alfandegárias e ministérios-chave do governo, em meio a alegações de abuso e corrupção.

Sob pressão dos EUA e até mesmo sob ameaça de violência, Rodríguez tem a tarefa de liderar um país com as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, mas com uma economia em ruínas, com escassez generalizada de alimentos, medicamentos e outros itens básicos.

Ela promulgou uma lei de anistia histórica para libertar presos políticos encarcerados sob o regime de Maduro e alterou as regulamentações de petróleo e mineração em consonância com as exigências dos EUA para acesso à vasta riqueza natural de seu país.

Analistas avaliam que a troca no alto comando busca garantir lealdade dentro das tropas e evitar tensões internas durante a transição de governo. Ao mesmo tempo, a Venezuela tenta retomar relações com os Estados Unidos, que passaram a ter influência direta no cenário político do país.

A presidente interina enfrenta agora o desafio de equilibrar interesses externos e internos, enquanto tenta estabilizar a economia e manter o controle político.

A reestruturação militar é vista como um passo decisivo para definir os rumos da Venezuela nos próximos meses.