
“Os advogados de defesa não trouxeram fatos novos que justificassem a prisão domiciliar em relação ao pedido anterior negado”, disse o Ministro Alexandre de Moraes – Foto: Reprodução
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou na manhã desta quinta-feira (1º) o pedido de prisão domiciliar humanitária apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está internado desde o dia 24 de dezembro em um hospital de Brasília.
A solicitação foi protocolada na quarta-feira (31), antes da previsão de alta hospitalar, sob a alegação de que o estado de saúde de Bolsonaro poderia ser agravado caso ele continuasse cumprindo pena em regime fechado.
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Na decisão, Moraes afirmou que a defesa não apresentou fatos novos capazes de modificar o entendimento anterior, que já havia indeferido pedido semelhante em 19 de dezembro de 2025. Segundo o ministro, os documentos médicos anexados ao processo indicam melhora no quadro clínico do ex-presidente após procedimentos cirúrgicos eletivos.
“Diferentemente do alegado pela defesa, não houve agravamento da situação de saúde de Jair Messias Bolsonaro, mas sim evolução favorável do quadro clínico”, destacou Moraes, com base em laudos assinados pelos próprios médicos responsáveis pelo atendimento.
Com a decisão, Bolsonaro deverá retornar à Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, após receber alta hospitalar.
Quadro clínico
Em entrevista coletiva concedida na quarta-feira, médicos informaram que o ex-presidente segue com crises de soluço persistentes, apesar de três procedimentos realizados para bloqueio temporário do nervo frênico, responsável pelo controle do diafragma. A equipe médica também confirmou diagnóstico de esofagite, uso de antidepressivos e a necessidade de uma máscara para controle da apneia do sono.
Bolsonaro está internado desde 24 de dezembro e sua alta estava prevista para o primeiro dia de 2026, a depender da evolução clínica.
