A dívida pública federal (DPF) registrou crescimento de 2,75% em novembro e chegou a R$ 8,48 trilhões, ante R$ 8,25 trilhões em outubro. Os dados constam no Relatório Mensal da Dívida (RMD), divulgado nesta terça-feira (30) pelo Tesouro Nacional.
De acordo com o órgão, o avanço da dívida no mês foi resultado de uma emissão líquida de títulos no valor de R$ 181,48 bilhões, parcialmente compensada por resgates líquidos de R$ 27,78 bilhões. Com isso, o estoque da DPF passou a se situar fora do intervalo previsto no Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2025, que estabelece uma faixa entre R$ 8,5 trilhões e R$ 8,8 trilhões para o ano.
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Outro indicador que apresentou variação foi o prazo médio da dívida pública federal, que mede o tempo médio para o governo refinanciar seus compromissos. Em novembro, o prazo recuou de 4,14 anos para 4,08 anos, permanecendo dentro, mas próximo do limite inferior estipulado pelo PAF 2025, que vai de 3,8 a 4,2 anos.
A maior parcela da dívida segue atrelada à taxa básica de juros, a Selic, que está em patamar elevado, de 15% ao ano. Em novembro, a composição da DPF foi distribuída da seguinte forma: 48,14% em títulos indexados à Selic, 26,10% atrelados a índices de preços, como o IPCA, 22,07% em papéis prefixados e 3,70% vinculados ao câmbio.
Entre os principais detentores da dívida pública, as instituições financeiras lideram, com participação de 33,23% e estoque de R$ 2,7 trilhões, aumento em relação ao mês anterior. Fundos de investimento aparecem na sequência, com 20,94% (R$ 1,7 trilhão), seguidos pela Previdência Social, que manteve estoque de R$ 1,8 trilhão. Investidores não residentes detêm 10,05% da DPF, enquanto seguradoras, governo e outros grupos completam a composição.
O relatório também aponta avanço na reserva de liquidez da dívida pública, conhecida como “colchão”. Em novembro, o volume de recursos disponíveis na Conta Única do Tesouro Nacional cresceu 15,83%, passando de R$ 1,047 trilhão para R$ 1,23 trilhão. Segundo o Tesouro, o montante é suficiente para cobrir cerca de 8,43 meses de vencimentos de títulos da dívida federal.
