O Governo do Distrito Federal (GDF), acionista majoritário do Banco de Brasília (BRB), divulgou nota oficial após a deflagração da Operação Compliance Zero, realizada pela Polícia Federal nesta terça-feira (18/11). A ação investiga um esquema de emissão e negociação de títulos de crédito falsos envolvendo instituições do Sistema Financeiro Nacional.
A operação resultou no afastamento temporário do presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e do diretor financeiro, Dario Oswaldo, por decisão judicial. Em resposta, o GDF declarou que mantém “compromisso com a legalidade, a transparência e a plena colaboração com as autoridades responsáveis pelas investigações”.
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Medidas e mudanças anunciadas pelo GDF
O governo confirmou a indicação de Celso Eloi de Souza Cavalhero para assumir a presidência do BRB. A nomeação ainda precisa ser aprovada pela Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF).
A nota também informa que o Executivo adotará medidas internas adicionais para reforçar os mecanismos de governança, compliance e controles internos da instituição financeira. Segundo o GDF, o objetivo é garantir estabilidade institucional, preservar o patrimônio público e assegurar o funcionamento regular dos serviços oferecidos pelo banco.
Avanço das investigações
Mais cedo, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão, além de ordens de prisão preventiva, no âmbito da Operação Compliance Zero, que tem como foco a apuração de um esquema envolvendo o Banco Master. O BRB possui relações comerciais com o Master e chegou a anunciar sua aquisição em março de 2025, mas a transação foi barrada pelo Banco Central.
Foram presos o dono do Master, Daniel Vorcaro, o ex-sócio Augusto Lima e o tesoureiro Alberto Félix. A ação ocorreu um dia após o anúncio da venda do Master para o grupo Fictor e investidores dos Emirados Árabes Unidos, com aporte de R$ 3 bilhões.
O GDF afirmou que acompanhará de perto o andamento das investigações e colaborará com todas as instâncias regulatórias e fiscalizatórias.
