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Sete líderes do Comando Vermelho são transferidos para presídios federais após megaoperação no Rio

Pedido do governador Cláudio Castro ocorre após ação policial que deixou 121 mortos; detentos são apontados como chefes da facção em diferentes regiões do estado.


Presos apontados como chefes do Comando Vermelho são transferidos pra presídios federais – Reprodução/TV Globo

Sete presos apontados como líderes do Comando Vermelho foram transferidos, nesta quarta-feira (12), para penitenciárias federais por determinação da Justiça do Rio de Janeiro. A medida foi solicitada pelo governador Cláudio Castro (PL) ao governo federal após a Operação Contenção, realizada no fim de outubro, que resultou em 121 mortes e provocou uma série de represálias da facção nas ruas.

A transferência, autorizada pelo juiz Rafael Estrela Nóbrega, da Vara de Execuções Penais (VEP), foi coordenada pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seap-RJ) em parceria com a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), ligada ao Ministério da Justiça.

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Os detentos — todos considerados de alta periculosidade — deixaram a penitenciária Laércio da Costa Peregrino (Bangu 1), no complexo de Gericinó, e seguiram em comboio até o aeroporto do Galeão, de onde embarcaram em aeronaves da Polícia Federal com destino a presídios federais em locais mantidos sob sigilo por questões de segurança.

Entre os transferidos estão:

  • Arnaldo da Silva Dias, o Naldinho — condenado a 81 anos;

  • Carlos Vinicius Lírio da Silva, o Cabeça de Sabão — condenado a 60 anos;

  • Eliezer Miranda Joaquim, o Criam — condenado a 100 anos;

  • Fabrício de Melo de Jesus, o Bicinho — condenado a 65 anos;

  • Marco Antônio Pereira Firmino da Silva, o My Thor — condenado a 35 anos;

  • Alexander de Jesus Carlos, o Choque — condenado a 34 anos;

  • Roberto de Souza Brito, o Irmão Metralha — condenado a 50 anos.

Segundo a polícia, os sete integram a cúpula da facção e seriam responsáveis por ordenar ataques em diferentes regiões do estado após a operação policial. Ao menos cinco deles já haviam passado anteriormente por presídios federais.

Entre os presos, Choque e Irmão Metralha atuariam nos complexos da Penha e do Alemão; My Thor, um dos traficantes mais antigos do grupo, começou sua atuação no Santo Amaro, na zona sul; Criam seria uma das principais lideranças na Baixada Fluminense, enquanto Cabeça de Sabão controlaria o tráfico no Morro do Sabão, em Niterói.

“É uma ação estratégica para preservar a ordem pública e garantir tranquilidade à população fluminense”, declarou o governador Cláudio Castro em nota oficial.

A Operação Contenção, que motivou as transferências, foi uma das maiores ações policiais da história do Rio e teve como objetivo enfraquecer o poder de comando do Comando Vermelho nas comunidades dominadas pela facção.