Um dentista de 34 anos foi preso preventivamente na quinta-feira (6) pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), suspeito de realizar procedimentos estéticos sem autorização e efetuar transferências bancárias indevidas em nome de pacientes. O homem é sócio-proprietário de uma clínica odontológica localizada no bairro Adrianópolis, zona Centro-Sul de Manaus.
Segundo a delegada Déborah Barreiros, do 16º Distrito Integrado de Polícia (DIP), as investigações começaram após denúncias de quatro mulheres, que relataram terem sido sedadas durante atendimentos e submetidas a procedimentos não consentidos. Após retomarem a consciência, as pacientes perceberam movimentações financeiras suspeitas em suas contas.
Continua depois da Publicidade
“Durante os atendimentos, o profissional utilizava sedativos e, enquanto as pacientes estavam desacordadas, realizava transferências para contas vinculadas à clínica ou à sua conta pessoal”, explicou a delegada.
A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar os crimes e cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão na clínica. No local, foram encontrados medicamentos de uso controlado, prontuários, equipamentos odontológicos, documentos financeiros e mídias eletrônicas. O material será periciado para reforçar as investigações.
O suspeito foi autuado por invasão de dispositivo informático, lesão corporal e roubo e permanece à disposição da Justiça. A polícia segue investigando para identificar outras possíveis vítimas e esclarecer a extensão dos crimes.
O que pode acontecer com o profissional
Caso seja condenado, o dentista poderá perder o registro profissional junto ao Conselho Regional de Odontologia (CRO), além de cumprir pena de reclusão que pode ultrapassar 10 anos, somando os delitos de roubo, lesão corporal e crimes cibernéticos. A Justiça também poderá determinar o bloqueio de bens e o fechamento definitivo da clínica envolvida no esquema.
