Internacional

Oriente Médio

Famílias israelenses pedem suspensão de trégua enquanto buscas por corpos continuam em Gaza

Governo de Israel confirma que equipes da Cruz Vermelha, do Egito e do Hamas atuam na recuperação dos restos mortais de reféns.


Manifestação na Praça dos Reféns, na cidade costeira israelense de Tel Aviv, pedindo a devolução de todos os corpos de reféns mantidos em Gaza pelo grupo terrorista palestino Hamas – Foto: Jack Guez/AFP

O governo israelense informou nesta segunda-feira (27) que continuam as buscas pelos corpos de reféns mortos em Gaza. A operação é conduzida por equipes da Cruz Vermelha, representantes do Hamas e uma equipe egípcia, sob supervisão do Exército de Israel.

Desde o início da trégua, o Hamas libertou os 20 reféns israelenses que permaneciam vivos e se comprometeu a devolver os corpos de outros 28. Até o momento, 15 restos mortais foram entregues. Segundo o grupo palestino, os intensos bombardeios alteraram a paisagem da Faixa de Gaza, dificultando a localização das vítimas.

Continua depois da Publicidade

“Alguns dos que enterraram esses corpos morreram ou não se lembram mais dos locais exatos”, afirmou o negociador-chefe do Hamas, Khalil al-Hayya, que reiterou o compromisso com a devolução dos corpos e negou qualquer intenção de romper o acordo.

Imagens registradas no bairro de Al-Touffah, na Cidade de Gaza, mostram escavadeiras e caminhões removendo escombros em busca dos reféns. A Cruz Vermelha confirmou sua participação nas operações.

Enquanto isso, o Fórum das Famílias dos Reféns pediu a suspensão das próximas etapas do acordo de cessar-fogo até que o Hamas entregue todos os corpos restantes. A entidade apelou ao governo israelense e aos mediadores internacionais para que “não avancem nas negociações até que todas as obrigações sejam cumpridas”.

Pelo acordo em vigor, todos os reféns — vivos ou mortos — deveriam ter sido devolvidos até 13 de outubro. A próxima fase prevê o desarmamento gradual do Hamas e a retirada progressiva das forças israelenses da Faixa de Gaza, pontos que seguem em debate.