Os dados fazem parte da Programação de Desembolso em Filas de Ordem Cronológica referente a 2025 e revelam que a Secretaria de Educação e Desporto (Seduc) lidera o ranking de débitos, com R$ 48,7 milhões em pagamentos pendentes. A pasta, que nos últimos anos recebeu bilhões em investimentos, foi alvo recente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM) após desempenho insatisfatório no Enem 2025.
Logo atrás da Seduc aparecem a Defesa Civil do Amazonas, com R$ 10,15 milhões, o Fundo Estadual de Habitação (FEH), com R$ 10,33 milhões, e a Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE), com R$ 9,98 milhões. Outras secretarias que figuram entre os maiores devedores são a Segurança Pública (SSP-AM), com R$ 8,39 milhões, e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), com R$ 6,03 milhões.
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A Secretaria de Saúde (SES-AM) também aparece na lista com R$ 4,07 milhões, seguida pelo Detran-AM, com R$ 3,76 milhões, o Cetam, com R$ 3,96 milhões, e a Seinfra, que soma R$ 3,03 milhões em débitos.
Ranking dos 10 órgãos com maiores valores a pagar:
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Seduc – R$ 48.705.455,76
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Defesa Civil – R$ 10.159.123,84
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Fundo Estadual de Habitação (FEH) – R$ 10.334.850,00
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UGPE – R$ 9.985.099,44
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SSP-AM – R$ 8.394.645,60
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UEA – R$ 6.037.629,61
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SES – R$ 4.072.820,32
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Detran – R$ 3.765.284,38
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Cetam – R$ 3.965.115,26
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Seinfra – R$ 3.030.139,46
Os números expõem uma contradição: enquanto o governo impõe cortes e limitações orçamentárias em nome do equilíbrio fiscal, a própria administração estadual acumula dívidas com fornecedores e prestadores de serviço — muitos deles ligados a áreas essenciais como educação, saúde e segurança.
O decreto de limitação, segundo analistas, impede secretarias e fundações de implementar novas políticas públicas, mas não resolve o passivo crescente de despesas anteriores. O resultado é um cenário de descompasso entre planejamento e execução, que fragiliza setores estratégicos e reforça o desgaste da gestão Wilson Lima no controle das contas públicas.
