Na Ucrânia, as mulheres trans estão enfrentando dificuldade para deixar o país em meio a invasão da Rússia
Diante de questionamentos, análises de documentos e transfobia, pessoas trans ficam presas no local que vive a invasão russa. Mulheres trans que tentaram atravessar a fronteira não conseguiram deixar o local por seus documentos apontarem suas identificações de gênero como ‘masculino’ e ainda usarem os seus ‘nomes de batismo’.
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Assim que o ataque russo começou, a Ucrânia determinou que homens entre 18 a 60 anos não podem deixar o país, que não possui uma política de gênero adequada e humanizada. Na Ucrânia, a mudança nos documentos vem somente após “meses de instituições mentais, com testes físicos e psicológicos, para provar”. Por esse motivo, muitos pedidos de alteração não foram aceitos ou concluídos. No país, não existe uma política de gênero adequada para as mulheres trans, que são consideradas como “homens” pela legislação nacional. Devido a isso, as mulheres trans estão sendo impedidas de deixar o país nesse momento.

Segundo a artista Zi Faámelu, 31 anos, “Não queremos passar por isso, só queremos manter nosso passaporte como eram e ficar quietos. […] Vão me ver, ver meu passaporte, dizer meu nome de nascença, me chamar de homem de vestido e me atacar”, explica. “É um inferno para pessoas trans aqui. Eu deveria ter saído muito antes, mas eu estava esperando meus documentos de emergência relacionados ao meu gênero, mas os médicos de repente negaram”, continua.
“Como milhares de pessoas trans na Ucrânia, sou uma mulher, mas tenho a palavra ‘masculino’ no meu passaporte e em todas as minhas identificações. Então é uma guerra dentro de outra guerra. Pessoas trans da Ucrânia já lutavam por suas vidas. Há milhares de nós presos aqui, vivendo vidas miseráveis. Precisamos de influência fora do país. Precisamos que as pessoas escrevam a seus políticos e para entidades para nos ajudar”, afirma a Faámelu.
Saindo da atual relidade de impedimento de ir e vir para pessoas trans na Ucrânia, vale lembrar que, aqui no Brasil ganhamos pelo 13º ano consecutivo, o vergonhoso titulo de país que mais mata pessoas trans.
Fonte: Portal CINCO
