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Recife

Parte de prédio desaba e pessoas ficam soterradas na Grande Recife; veja vídeo

Corpo de Bombeiros está no local e informou que busca por "múltiplas vítimas" em meio aos escombros.


Parte de um prédio residencial desabou, na manhã desta sexta-feira (7), e testemunhas relatam que pessoas foram soterradas pelos escombros da estrutura, localizada no bairro Janga, na cidade pernambucana de Paulista, Grande Recife. O imóvel era ocupado irregularmente, já que, segundo moradores, estava interditado devido ordem judicial.

Cerca de oito viaturas do Corpo de Bombeiros estão no local prestando socorro às vítimas. Em vídeos registrado sobre o incidente, é possível observar os agentes atuando no resgate em meio às ruínas.

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Localizado na Rua Dr. Luiz Inácio de Andrade Lima, o bloco D7 do Conjunto Beira-Mar desabou. A corporação relatou ao site que foi acionada por voltas das 6h35 e busca por “múltiplas vítimas”.

Uma mulher, que preferiu não se identificar, relatou ao G1 que reside em um prédio ao lado, mas que a irmã, chamada Maria da Conceição, morava no edifício com os filhos. Segundo ela, a familiar não entrou em contato com ela desde a queda da estrutura.

“A gente invadiu aí porque não tinha onde morar. Minha irmã e os filhos dela estavam lá. Moravam cinco filhos com ela aí, e ela ainda estava tomando conta dos três netos, mas eles ainda viriam agora de manhã. Moro de lado do prédio. A gente está sem notícia dela”, contou.

ESTRUTURA DE RISCO

O bloco do Conjunto Beira-Mar era um prédio do tipo caixão — construído com a tecnologia de alvenaria estrutural —, assim como o Edifício Leme, que desabou em 27 de abril deste ano em Olinda, também em Pernambuco, provocando a morte de seis pessoas e deixando cinco feridos. Especialista afirma que esse formato de construção civil oferece mais riscos.

“Esses prédios não têm uma fissura, não têm uma patologia que mostre que vai cair, como prédios porticados, então eles caem rapidamente. Se for um problema na fundação, você não está vendo. A fundação vai sendo degradada rapidamente por ação agressiva da água e você não está vendo. Foi o que aconteceu com o Edifício Leme”, explicou o gerente do Laboratório de Tecnologia Habitacional do Instituto de Tecnologia de Pernambuco (ITEP), Carlos Wellington, ao portal G1, na época da tragédia em Olinda.