Ação teve por base falas ditas pelo apresentador que foram consideradas discriminatórias contra a população LGBTTQIA+.
O Ministério Público Federal no Rio Grande do Sul decidiu ajuizar um ação civil pública contra a emissora e contra o apresentador por falas consideradas discriminatórias contra a população LGBTTQIA+.
Continua depois da Publicidade
As declarações em questão ocorreram no dia 26 de novembro, quando Sikêra Jr. abordou a questão envolvendo uma versão bissexual do Superman. Na ocasião, o apresentador e sua equipe cantaram e dançaram uma música falando sobre pedofilia.
Na ação, o MPF pede que Sikêra e a RedeTV! sejam condenados ao pagamento de uma indenização no valor de R$ 10 milhões por danos morais coletivos.
Além disso, o órgão pediu ainda que o programa seja removido de sites e redes sociais como “forma de limitar o dano perpetrado pelas falas discriminatórias e preconceituosas”.
Sikêra chegou a chamar a comunidade de “raça desgraçada”.
Segundo a petição, assinada pelo procurador regional dos Direitos do Cidadão, Enrico Rodrigues de Freitas, em parceria com o grupo Nuances – Grupo Pela Livre Expressão Sexual, Sikêra Jr. carrega uma “constante ameaça nas próprias.
Além de associar a homossexualidade com práticas de crimes associados à pedofilia, o apresentador “estimula a violência contra este grupo, caracterizando discurso de ódio e menosprezo pelo ordenamento jurídico e pelas instituições.
