O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez duras críticas públicas ao Papa Leão XIV neste domingo (12), classificando o líder da Igreja Católica como “fraco no combate ao crime” e “péssimo para a política externa”. As declarações foram publicadas nas redes sociais e reforçadas em conversa com jornalistas na Base Aérea de Andrews.
Segundo Trump, o Pontífice estaria adotando uma postura “muito liberal” em temas internacionais. O presidente também criticou posicionamentos do Papa contrários a ações militares dos EUA, especialmente em relação ao Irã e à recente intervenção na Venezuela.
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O Papa Leão XIV, por sua vez, tem defendido publicamente o fim de conflitos armados e pediu moderação nas tensões envolvendo o Irã. Em declarações recentes, classificou como “injusta” a guerra na região e criticou ameaças de destruição em larga escala.
Trump também afirmou, sem apresentar provas, que teve influência na eleição do Pontífice em 2025, sugerindo que sua presença na Casa Branca teria favorecido a escolha de um Papa norte-americano.
As declarações ocorreram na véspera de uma viagem de 11 dias do Papa à África, onde ele deve visitar quatro países e reforçar mensagens de paz em meio a conflitos globais.
Líder da Conferência Episcopal dos EUA: Papa ‘Não é seu rival’
A reação às falas do presidente foi imediata. O arcebispo Paul S. Coakley, presidente da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos, manifestou preocupação com o tom adotado por Trump. Em nota, afirmou que o Papa “não é um rival político”, mas sim uma autoridade religiosa que fala em nome do Evangelho.
O episódio marca mais um capítulo de tensão entre a Casa Branca e líderes católicos, em um contexto de divergências sobre a condução de conflitos internacionais e questões humanitárias.
Até o momento, o Vaticano não se pronunciou oficialmente sobre as declarações do presidente norte-americano.
Papa Leão XIV afirma que não tem medo do governo Trump