Política

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Pré-candidata nega articulações em eleição indireta no Amazonas e critica bastidores políticos

Professora Maria do Carmo afirma não participar de negociações e questiona renúncia do vice-governador em meio à disputa pelo comando do estado.


A pré-candidata ao governo do Amazonas, Professora Maria do Carmo (PL), negou nesta quarta-feira (8) qualquer envolvimento em articulações políticas relacionadas à eleição indireta que pode definir o novo chefe do Executivo estadual. Em meio à circulação de informações nas redes sociais, ela classificou como falsas as alegações de que estaria participando de negociações com deputados estaduais.

O cenário político no Amazonas entrou em ebulição após movimentações que podem levar à escolha de um governador por meio de eleição indireta, conduzida pela Assembleia Legislativa do Estado (Aleam). Esse tipo de processo ocorre quando há vacância simultânea dos cargos de governador e vice, fazendo com que a definição do comando do estado passe a ser feita pelos parlamentares.

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Críticas à condução do processo

Em pronunciamento publicado nas redes sociais, Maria do Carmo questionou a renúncia do vice-governador, apontando que a decisão altera o fluxo natural de sucessão no Executivo.

“Quando o vice abre mão de assumir, o poder deixa de seguir o caminho natural e passa para dentro da Assembleia, nas mãos de poucos”, afirmou.

A pré-candidata também criticou o que considera uma condução política distante da população, reforçando que não pretende participar de decisões tomadas, segundo ela, “em gabinete”.

Fake news e disputa política

Maria do Carmo afirmou que seu nome tem sido envolvido indevidamente em articulações internas da Aleam e classificou essas informações como fake news. Segundo ela, não houve apoio ou entrega de votos a qualquer grupo político envolvido na possível eleição indireta.

A pré-candidata destacou ainda que sua campanha tem crescido nas pesquisas de intenção de voto e reforçou o alinhamento com o campo político da direita, mencionando o Partido Liberal (PL) como protagonista no cenário eleitoral.

Debate sobre uso da máquina pública

Outro ponto levantado por Maria do Carmo foi o impacto político da eleição indireta. Para ela, a escolha de um governador interino pode influenciar diretamente a disputa eleitoral futura.

“Trata-se de ter a máquina na mão, de ter a caneta e de ganhar força para depois bater na porta do eleitor com o poder já instalado”, declarou.

A fala evidencia uma preocupação recorrente no debate público brasileiro: o uso da estrutura administrativa como vantagem em disputas eleitorais, especialmente em contextos de transição de governo.

Contexto político e implicações

A possibilidade de eleição indireta no Amazonas segue gerando discussões jurídicas e políticas. Embora prevista na legislação, a medida costuma ser alvo de críticas por limitar a participação direta do eleitorado na escolha de seus representantes em momentos decisivos.

Especialistas apontam que situações como essa expõem fragilidades do sistema político, especialmente quando decisões estratégicas são tomadas fora do voto popular, ainda que dentro da legalidade.

O episódio reforça uma percepção recorrente no cenário político brasileiro: mesmo quando os procedimentos seguem a lei, nem sempre atendem às expectativas de representatividade democrática. A combinação de articulações internas, uso potencial da máquina pública e ausência de voto direto pode alimentar a desconfiança popular — criando um ambiente em que decisões de grande impacto parecem acontecer longe da sociedade, como se o poder estivesse cada vez mais concentrado em poucos.

Foto: Assessoria MC

Assessoria de Imprensa
Alita Falcão – (92) 99152-0446