
O presidente do Senado e do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) – Foto: Saulo Cruz/Agência Senado
A oposição no Congresso Nacional derrotou as indicações do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para comandar a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura os desvios no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
Embora houvesse um acordo político para a indicação do senador Omar Aziz (PSD-AM) à presidência da CPMI, o cenário se complicou quando dois senadores anunciaram candidaturas próprias. Carlos Viana (MG), líder do Podemos no Senado, e Eduardo Girão (Novo-CE), que depois desistiu da candidatura e declarou apoio a Viana, entraram na disputa.
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Além disso, um acordo prévio para a escolha do deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO) como relator foi revogado, com Alfredo Gaspar (União-AP) sendo o nome escolhido para o cargo.
A eleição para a presidência da CPMI começou sob a presidência da senadora Tereza Cristina (PP-MS), que conduziu o processo de votação. Ao final, Omar Aziz questionou o encerramento da votação antes que todos os participantes tivessem a oportunidade de votar. “A disputa é democrática, quem vence é quem tem mais votos. Assim como Lula venceu Bolsonaro pelas urnas, aqui também a votação foi encerrada de forma prematura”, afirmou Aziz, ressaltando a disputa acirrada.
Aziz, por fim, desejou boa sorte a Viana e expressou a expectativa de que o novo presidente conduza os trabalhos da CPMI com imparcialidade.
