O governador do Amazonas e candidato à reeleição, Roberto Cidade, reagiu nesta quarta-feira (26) às ações apresentadas pela coligação da candidata ao Governo do Estado Maria do Carmo Seffair na Justiça Eleitoral. As medidas questionam mutirões de saúde realizados pelo Governo do Amazonas durante o ano eleitoral, incluindo consultas neuropediátricas oferecidas nos CAICs-TEA.
A declaração ocorreu durante a assinatura do edital para a construção do Centro de Referência de Atendimento para Pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), em Manaus.
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Cidade critica ações judiciais
Ao ser questionado sobre as medidas protocoladas pela Coligação Majoritária “Mudar é Urgente!” (PL/NOVO), Roberto Cidade afirmou que a adversária estaria utilizando a Justiça para tentar interromper ações da administração estadual.
Segundo o governador, entre os serviços questionados estão os mutirões de consultas neuropediátricas destinados a crianças atendidas pelos CAICs-TEA.
“A candidata não sabe para que veio. Ela fica usando a Justiça, tentando esse mecanismo para me parar. E olha onde ela chegou. Tentando barrar mutirão de consultas neuropediátricas com as nossas crianças. Querem que eu trabalhe ou que eu pare de trabalhar?”, declarou.
Cidade também defendeu a continuidade de sua agenda como governador durante o período eleitoral. Ele afirmou que pretende seguir participando de visitas a obras e de ações do Executivo.
“Eu estou na condição de governador. Vocês podem ver, todos os outros governadores dos outros estados estão visitando obras. Querem me parar de visitar obras”, afirmou.
Governador diz que famílias atípicas podem ser prejudicadas
Durante o discurso, Cidade afirmou que as medidas judiciais podem afetar diretamente famílias que dependem dos serviços oferecidos pela rede pública estadual.
“Me deixem trabalhar que eu sei resolver. Me deixem cuidar das pessoas”, disse.
Em seguida, o candidato afirmou que adversários interessados em chegar ao poder estariam tentando prejudicar famílias atípicas.
“As pessoas que querem, a todo custo, chegar ao poder, tentam atrapalhar as famílias atípicas, isso é fato”, declarou.
Cidade também fez críticas à experiência da adversária na administração pública e comparou sua trajetória profissional na iniciativa privada com a atuação na gestão pública.
“Você trabalhar na iniciativa privada é uma coisa, você trabalhar em um órgão público, você trabalhar na gestão pública, como gestor, como no Executivo, ou como também gestor do Legislativo, é totalmente diferente”, afirmou.
Ao final, o governador lamentou o tom da disputa política.
“Então eu fico muito triste que esse tipo de política ainda aconteça nos dias de hoje”, concluiu.
Entenda o questionamento na Justiça
A Coligação Majoritária “Mudar é Urgente!” (PL/NOVO), ligada à candidatura de Maria do Carmo Seffair, ingressou com ações na Justiça Eleitoral para questionar mutirões de saúde promovidos pelo Governo do Amazonas durante o ano eleitoral.
Entre os atendimentos citados estão as consultas neuropediátricas realizadas nos CAICs-TEA, voltadas principalmente ao público infantil.
De um lado, a coligação sustenta que as ações devem ser analisadas pela Justiça Eleitoral. Do outro, Roberto Cidade defende que os atendimentos fazem parte das políticas públicas executadas pelo governo e que os serviços devem continuar sendo oferecidos à população.
O episódio amplia o embate entre os candidatos ao Governo do Amazonas e coloca no centro da disputa eleitoral a continuidade de políticas públicas de saúde destinadas a crianças com transtorno do espectro autista e suas famílias.
Disputa eleitoral
O caso ocorre em meio à campanha para o Governo do Amazonas e envolve diretamente a discussão sobre ações de saúde pública durante o período eleitoral.
A controvérsia também deve ser analisada no âmbito da Justiça Eleitoral, que será responsável por avaliar os questionamentos apresentados pela coligação adversária.
