Política

Caso Master: Paulo Gonet é criticado por atuação em investigação envolvendo o banco

Artigo aponta alinhamento da PGR ao STF e cita embates com ministros no andamento do caso.


A atuação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, no caso envolvendo o Banco Master tem sido alvo de críticas e questionamentos. Em análise publicada nesta quinta-feira (5/3), o articulista afirma que, sob o comando de Gonet, a Procuradoria-Geral da República (PGR) teria perdido independência e se aproximado excessivamente de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

O texto sustenta que, diante das acusações atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro, a PGR deixou de adotar medidas consideradas necessárias por investigadores da Polícia Federal.

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Contrato milionário e suspeições

Entre os pontos levantados está o contrato de R$ 129 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes. Segundo o artigo, não houve abertura de investigação por parte da PGR sobre o caso.

O texto também menciona o ministro Dias Toffoli, citando questionamentos sobre suposta ligação empresarial indireta com pessoas relacionadas ao caso. A PGR já havia se manifestado no sentido de que não haveria elementos para declarar suspeição do magistrado na relatoria do processo.

Divergência sobre prisão

Outro ponto destacado foi a divergência entre Gonet e o ministro André Mendonça quanto à nova prisão de Vorcaro. A Polícia Federal pediu a adoção de medidas cautelares, incluindo prisão, sob alegação de risco iminente.

A PGR, porém, considerou que o prazo para análise era curto e que as provas apresentadas não seriam robustas o suficiente naquele momento para justificar as medidas. Mendonça discordou do parecer e determinou a prisão, registrando em decisão que as evidências e a urgência estariam devidamente demonstradas nos autos.

Bastidores e relações institucionais

A análise também cita informações de bastidores segundo as quais haveria proximidade pessoal entre Gonet e ministros do STF, incluindo Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, o que, segundo críticos, poderia dificultar o avanço de apurações sensíveis.

O caso do Banco Master envolve acusações de fraudes financeiras, uso de milícia privada, espionagem e tentativa de influência institucional. As investigações seguem em andamento no Supremo Tribunal Federal, sob relatoria atual de André Mendonça.

Até o momento, a Procuradoria-Geral da República não comentou publicamente as críticas mencionadas no artigo.