Perda de mais de 6% do volume de gelo foi confirmada pela Comissão Criosférica da Academia Suíça de Ciências; Organização Meteorológica Mundial ressalta ano calamitoso para as geleiras alpinas.
A Organização Meteorológica Mundial, OMM, considera 2022 “um ano catastrófico para glaciares dos Alpes”. A declaração ocorre após a confirmação da perda das geleiras suíças em mais de 6% do seu volume. A redução se deve à falta de neve no inverno e ao calor extremo no verão.
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Nos anos em que a perda da massa de gelo foi de 2%, a situação foi classificada de “extrema”. O derretimento das geleiras é um dos indicadores do Estado do Clima da OMM.
Estado do Clima
De acordo com a publicação, divulgada nesta quarta-feira, as geleiras perderam cerca de 3km cúbicos de gelo somente neste ano.
Esse total quebra os recordes anteriores de derretimento segundo o relatório da Comissão Criosférica da Academia Suíça de Ciências. O estudo mostra que a escala drástica do recuo glacial só tende a piorar.

Por exemplo, os glaciares de Pizol, localizado no Cantão de St. Gallen, de Vadret dal Corvatsch, em Grisões, e Schwarzbachfirn, em Uri, praticamente desapareceram. A situação levou à interrupção das medições.
Reservatórios
De acordo com os analistas, a tendência de derretimento também revela a importância das geleiras para o abastecimento de água e energia em anos quentes e secos.
Os registros de julho e agosto teriam fornecido água suficiente para encher todos os reservatórios dos Alpes suíços do zero.

A situação teve como antecedentes a leve cobertura de neve nos Alpes em um grau que é raramente observado no passado, principalmente no sul da Suíça.
Outro fator que levou ao fenômeno foi o grande volume de poeira do Saara entre março e maio.
A neve contaminada absorveu mais energia solar e fundiu mais rápido. As geleiras já haviam perdido sua camada protetora de neve no início do verão.
Por fim, o calor contínuo e às vezes extremo, ocorrido entre maio e início de setembro, dizimou o gelo glacial.
A neve que cobriu os glaciares entre o início de novembro, no inverno de 2021/22, esteve perto da normalidade. No entanto, seu desaparecimento aconteceu um mês antes do normal em todas as altitudes.
Redação: Portal CINCO – Com informações de France 24
