Justiça

São Paulo

Polícia identifica segundo suspeito no assassinato do ex-delegado-geral de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes

Força-tarefa investiga possível envolvimento do PCC e retaliações ligadas à carreira de Ruy como secretário em Praia Grande; prisões temporárias foram solicitadas.


A Polícia Civil de São Paulo identificou, na tarde desta terça-feira (16), o segundo suspeito de envolvimento no assassinato do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes. A informação foi confirmada pelo secretário da Segurança Pública do estado, Guilherme Derrite, que também anunciou que a prisão temporária dos dois envolvidos foi solicitada à Justiça.

Ruy Ferraz Fontes foi morto na noite de segunda-feira (15), em uma emboscada na Praia Grande, litoral paulista, quando seu carro foi alvejado por criminosos. Após ser baleado, o ex-delegado perdeu o controle do veículo e colidiu com um ônibus. A investigação aponta que ao menos outros quatro indivíduos estariam envolvidos no crime.

Continua depois da Publicidade

O secretário de Segurança Pública destacou que a identificação do segundo suspeito foi possível através de provas genéticas coletadas em um segundo veículo usado pelos criminosos e por meio de perícia no local. A investigação segue em andamento, com a força-tarefa avaliando várias hipóteses, incluindo a possível atuação de facções criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Carro do ex-delegado geral capotado após um crime – Foto: Reprodução

Além da sua carreira como delegado, onde se destacou pelo combate ao PCC, Fontes também exercia funções como secretário municipal de Administração de Praia Grande desde 2023, o que pode ter gerado inimigos no campo político e criminal.

“Todos os envolvidos neste atentado terrorista serão punidos. Não vamos deixar que esses crimes fiquem impunes”, afirmou Derrite, reforçando o compromisso da polícia com a investigação. O sepultamento do ex-delegado-geral foi realizado as 16h desta terça-feira, no Cemitério da Paz, em São Paulo.

A motivação do crime está sendo investigada sob duas linhas principais: retaliação do PCC por sua atuação contra a facção e uma possível vingança relacionada ao seu trabalho como secretário de Administração em Praia Grande.