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Moraes segue à frente de inquérito que o envolve e nega suspeição pedida por defesa de ex-assessor

Ministro do STF é relator do caso que investiga vazamento de mensagens atribuídas ao ex-assessor Rafael Tagliaferro, que alega conflito de interesses.


Alexandre de Moraes está no comando da investigação que investiga ele próprio e Tagliaferro – Foto: Reprodução

O ministro Alexandre de Moraes permanecerá como relator do inquérito que apura o vazamento de mensagens atribuídas a seu ex-assessor Rafael Tagliaferro. A defesa de Tagliaferro havia solicitado o afastamento de Moraes da relatoria, alegando conflito de interesses, já que o caso envolve diretamente seu antigo gabinete. O pedido, no entanto, foi negado.

A decisão reforça discussões sobre imparcialidade e autoinvestigação no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF). Críticos apontam possível falta de neutralidade por parte do ministro, o que levanta questionamentos sobre os limites da atuação dos membros da Corte em casos que os envolvem diretamente.

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O inquérito ganhou destaque não apenas pela figura de Moraes, mas pelas possíveis consequências institucionais do vazamento de conversas internas e de supostas ordens informais atribuídas ao magistrado.

Atualmente na Itália, Tagliaferro — que também foi assessor no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) — se opõe ao pedido de extradição apresentado por Moraes. Ele afirmou à imprensa que prepara provas a serem apresentadas à Justiça italiana, nas quais acusa o ministro de fraude processual durante sua gestão no TSE.

Mesmo liberado após audiência recente, Tagliaferro permanece proibido de deixar a cidade de Torano Castello, onde reside. Seu advogado, Eduardo Kuntz, aguarda a revogação das medidas cautelares impostas.

O ex-assessor ganhou notoriedade após divulgar supostas conversas internas de gabinetes do STF e TSE. As mensagens indicariam monitoramento de redes sociais e ordens não registradas oficialmente. Após a repercussão, a Procuradoria-Geral da República pediu abertura de inquérito por violação de sigilo funcional, além de acusar Tagliaferro de integrar organização criminosa com políticos exilados.

Em nota, o gabinete de Alexandre de Moraes afirmou que todas as ações no caso ocorreram dentro da legalidade, com ciência da Procuradoria-Geral da República e registros formais nos autos.