
A execução do ex-major do Exército dos EUA Nidal Hasan por um pelotão de fuzilamento do Exército foi aprovada por Trump, por recomendação do secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, no X – Foto montagem: Reprodução/REUTERS/CNN
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Os Estados Unidos planejam transmitir ao vivo a execução por fuzilamento de Nidal Malik Hasan, ex-psiquiatra do Exército condenado pelo assassinato de 13 pessoas em um ataque a tiros na base militar de Fort Hood, no Texas, em 2009. A execução está prevista para 3 de dezembro de 2026, segundo informações divulgadas pela agência Reuters nesta quinta-feira (8 de outubro).
A confirmação da transmissão foi feita por um funcionário do Pentágono, que falou sob condição de anonimato. Até a publicação da reportagem, o Departamento de Defesa não havia divulgado detalhes sobre a plataforma, as condições de acesso ou os procedimentos técnicos para a exibição.
A decisão de tornar a execução pública foi defendida pelo secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth. Em entrevista ao programa Human Events Daily, ele afirmou que a população deveria ter a possibilidade de acompanhar o procedimento para compreender as consequências de crimes dessa natureza.
Segundo Hegseth, a execução deverá ocorrer em uma quinta-feira, às 13h, no horário local, em Fort Hood. A escolha busca coincidir aproximadamente com o dia, o horário e o local do ataque ocorrido em 2009.
Trump autorizou execução por pelotão de fuzilamento
O presidente Donald Trump autorizou a execução de Hasan após recomendação de Hegseth, segundo informações divulgadas pelo Pentágono. A legislação militar norte-americana exige autorização presidencial para a aplicação de uma sentença de morte militar.
A medida chama atenção porque o Exército dos Estados Unidos não realiza uma execução por pelotão de fuzilamento desde 1945, de acordo com o Centro de Informações sobre a Pena de Morte. A última execução militar conhecida ocorreu em 1961, por enforcamento.
Hasan poderá se tornar, portanto, a primeira pessoa executada pelas Forças Armadas norte-americanas em mais de seis décadas e a primeira submetida a um pelotão de fuzilamento militar desde o fim da Segunda Guerra Mundial, caso o procedimento seja realizado na data prevista.
Ataque em Fort Hood deixou 13 mortos
O ataque aconteceu em 5 de novembro de 2009, quando Hasan abriu fogo contra militares e outras pessoas em uma instalação de atendimento e preparação de soldados dentro da base de Fort Hood, no Texas.
Ao todo, 13 pessoas morreram — 12 militares e um funcionário civil — e outras dezenas ficaram feridas. Hasan foi atingido por disparos de policiais durante a intervenção e ficou parcialmente paralisado, passando a utilizar cadeira de rodas.
Na época, ele era major do Exército e atuava como psiquiatra militar. O ataque ocorreu semanas antes de sua prevista transferência para o Afeganistão.
Em agosto de 2013, um tribunal militar considerou Hasan culpado de 13 acusações de homicídio premeditado e 32 acusações de tentativa de homicídio premeditado. Ele foi condenado à morte.
Decisão reacende debate sobre pena capital
A intenção de transmitir a execução ao vivo abre uma nova discussão sobre a exposição pública de procedimentos de pena de morte e o papel do Estado na aplicação de punições extremas.
Defensores da medida, segundo a justificativa apresentada por Hegseth, argumentam que a publicidade pode reforçar a percepção de responsabilização por crimes graves. Já organizações contrárias à pena capital questionam a legitimidade ética desse tipo de punição e os riscos de transformar a execução em espetáculo.
O governo norte-americano também ampliou as modalidades de execução previstas para determinados crimes federais, incluindo fuzilamento, eletrocussão e asfixia por gás. A mudança ocorre em meio às dificuldades enfrentadas por autoridades penitenciárias para obter substâncias utilizadas em injeções letais.
Apesar do anúncio, ainda não foram divulgados todos os detalhes operacionais da transmissão. A data de 3 de dezembro corresponde ao cronograma informado pelas autoridades e poderá depender dos procedimentos legais aplicáveis ao caso.
Fontes: Reuters; Exército dos Estados Unidos; CNN e Centro de Informações sobre a Pena de Morte.
