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Música

Morreu Tony Bennett, o ícone da música norte-americana tinha 96 anos (veja vídeo)

Norte-americano marcou uma era na música e influenciou artistas de Frank Sinatra a Lady Gaga


Tony Bennett morreu esta sexta-feira aos 96 anos. A causa da morte não foi revelada mas tinha-lhe sido diagnosticada a doença de Alzheimer em 2016.

O norte-americano, que marcou uma era na música, publicou mais de 70 álbuns e venceu 19 Grammys.

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Bennett foi descrito por Frank Sinatra como “o melhor cantor na indústria” e teve uma longevidade assinalável. O primeiro êxito, “Because of you”, data de 1951. O último álbum, “Love for sale”, que inclui um dueto com Lady Gaga, foi publicado setenta anos depois.

Lady Gaga And Tony Bennett Partner With ViacomCBS For Three Specials

Anthony Dominick Benedetto nasceu em Nova York em 3 de agosto de 1926, filho de imigrantes italianos. Começou a cantar ainda na juventude, mas interrompeu a carreira para lutar na Europa, nos meses finais da II Guerra Mundial. Ele estava entre as tropas que libertaram o campo de concentração de Landsberg.

Ao final da guerra, cantou em bandas do exército durante a ocupação dos Estados Unidos na Alemanha. De volta aos Estados Unidos, em 1964, dedicou-se à música, nos primeiros anos como cantor de jazz e nos anos seguintes como crooner de standards americanos.

Na juventude, chegou a ser comparado a Frank Sinatra, mas, orientado por Mitch Miller, produtor de seu primeiro grande sucesso, Because of You, Bennett evitou imitar Sinatra e desenvolveu um estilo próprio.

Apesar do Alzheimer no final da vida, Bennett teve uma carreira de incontestável sucesso mundial. Nos últimos anos, embalou uma bem-sucedida parceria com a cantora Lady Gaga. Juntos, gravaram dois álbuns de duetos, em 2014 e 2021. Em 2016, ele fez sua última apresentação pública, com Gaga, no Radio City Music Hall, em Nova York, em um show intitulado One Last Time.

Em 2009, Bennett realizou uma exitosa turnê pelo Brasil, com shows em Porto Alegre, Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Brasília.

Em seus 70 anos de carreira, ele se notabilizou por sua consistência, gravando os grandes clássicos do cancioneiro popular americano, em composições de Cole Porter, Gershwin, Duke Ellington, Hammerstein e outros. Bennett se notabilizou também por resistir ao sucesso do rock’n’roll, insistindo em continuar gravando apenas grandes canções americanas.

O auge de seu estrelato ocorreu em 1962, quando lançou sua canção mais conhecida, I Left My Heart in San Francisco. Nos anos 70, com a popularização do rock, o músico ficou menos popular.

O renascimento de sua carreira ocorreu em 1985, quando os CDs começaram a substituir os vinis. Em 1993, ele gravou o álbum Unplugged, da MTV, em que gravava duetos com artistas jovens, como k.d. lang e Elvis Costello, o que lhe rendeu um Grammy e o reconectou com um público mais jovem.

Bennett também ficou conhecido por sua atuação política. Ele participou da marcha pelos direitos civis de Selma a Montgomery, em 1965, por exemplo. Cantou para Nelson Mandela na África do Sul e para presidentes dos Estados Unidos, como John Kennedy e Bill Clinton, além de apresentações no jubileu do 50º aniversário da rainha Elizabeth II, no Palácio de Buckingham.

Ao todo, ganhou 20 prêmios Grammy. Os primeiros, logo em 1963, por San Francisco, e os últimos, com o álbum Love for Sale, com Lady Gaga, em 2022. Ao longo da vida, Bennett vendeu mais de 60 milhões de discos. Na vida privada, apesar de alguns percalços, ele manteve uma história quase sem polêmicas.

Foto: cortesia da Interscope