Jane Birkin nasceu em Londres, em 1946, filha de um militar da marinha britânica e da atriz Judy Campbell, e começou a carreira como modelo e atriz na efervescente “swinging London” dos anos 1960. Em uma das primeiras aparições na tela, ela foi uma das modelos do fotógrafo de “Blow-Up” (1966), de Michelangelo Antonioni.

Serge Gainsbourg e Jane Birkin em Cannes, durante o Festival de Cinema (22/05/76) – Foto de arquivo (AFP)
Em 1968, Birkin conheceu Serge Gainsbourg durante as filmagens do filme Slogan (1968), na França. Foi o início de um relacionamento amoroso que durou doze anos e lançou Jane no cenário musical. Serge propôs que ela regravasse com ele “Je t’aime, moi non plus », composto originalmente para Brigitte Bardot, companheira anterior de Gainsbourg. O sucesso foi internacional e fincou Jane nas telas e nos palcos, principalmente da França.
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Em 1969, ela chamou a atenção no filme “A Piscina”, de Jacques Deray, como coadjuvante de Romy Schneider e Alain Delon, outro casal mítico do cinema francês. A inglesa, que também se naturalizou francesa, atuou em mais de 70 filmes
Do relacionamento com Gainsbourg, nasceu a premiada atriz Charlotte Gainsbourg (1971). Jane teve outras duas filhas, a fotógrafa Kate Barry (1967), de seu casamento com o compositor John Barry, autor do tema dos filmes do espião 007, e a atriz Lou Doillon (1982), com o diretor Jacques Doillon.

Gainsbourg e Birkin em Londres (1971) – Foto: Robert Dear/AP
Perdas
Birkin perdeu em 1991 duas pessoas que marcaram sua vida, o ex-companheiro Serge Gainsbourg, e o pai, David Birkin, em um intervalo de apenas cinco dias. O trauma maior foi em 2013, com a morte trágica da filha Kate, que caiu do quarto andar do prédio onde morava, em Paris, aos 43 anos. Jane conta ter ficado em estado de choque durante um ano.
Nos últimos anos, ela lotava concertos para cantar músicas não só de Gainsbourg, mas de outros compositores, como Etienne Daho. Em 2004, ela assinou a divertida e irreverente “Je m’appelle Jane” com os roqueiros do grupo Mickey 3D, na qual ela “canta” sobre o leve sotaque britânico a acompanhou por mais de 50 anos de carreira na França, sobre beleza, charme e fragilidade.
Com agências
