Essa 67a edição do Eurovision contará com a presença de 11 artistas ucranianos, entre eles, a Kalush Orchestra, que venceu o concurso no ano passado com a canção “Stefania”. A Ucrânia volta a contar com um candidato de peso neste ano, a dupla Tvorchi, formada por Andrii Hutsuliak e Jimoh Augustus Kehinde, ucraniano com origens nigerianas. Eles interpretarão “Heart of Steel”, música inspirada na resistência dos combatentes na usina de Azovstal.

Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, é proibido de abordar o público do concurso de milhões – Foto: reprodução
A tradição manda que o vencedor de cada edição acolha o evento no ano seguinte. No entanto, como a Ucrânia não poderia sediar o Eurovision 2023 devido à guerra, Liverpool, a cidade dos Beatles, foi escolhida.
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Mas a festa “é mais deles do que nossa”, diz a inglesa Jenny Birchett, de 70 anos. “Apoiamos a Ucrânia. Nossos corações sangram pelos ucranianos”, diz ela na entrada do evento, vestida de azul e amarelo.
A ministra britânica da Cultura, Lucy Fraze, confirma a constatação. “Os olhos do mundo estarão voltados para Liverpool neste fim de semana, mas nossos corações estarão com a população da Ucrânia, que luta por sua soberania e sobrevivência”, diz.
Politização do evento
Prova da dificuldade de impor a neutralidade política do Eurovision, os organizadores suscitaram uma enorme polêmica recusando o pedido do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, de transmitir uma mensagem na noite da final. Em comunicado, a União das Transmissões Europeias (EBU, sigla em inglês) indicou que a natureza do evento “proíbe declarações políticas durante o concurso”.
No entanto, a homenagem do Eurovision 2023 à Ucrânia, com a presença de onze artistas ucranianos, bem como a proibição da Rússia de participar, pelo segundo ano consecutivo, contradizem o posicionamento dos organizadores. Videoclipes mostrando diferentes cidades ucranianas serão exibidos durante a transmissão, na qual o azul e o amarelo, cores da bandeira da Ucrânia, devem ser dominantes no público.
Guerra é tema de várias canções
Não apenas a dupla ucraniana Tvorchi resolveu abordar da guerra no Eurovision 2023, mas diversos outros concorrentes tratam da questão em suas músicas. É o caso do cantor Remo Forrer, que representa a Suíça, levando uma mensagem de paz com “Watergun”. Já os extravagantes membros do grupo croata Let 3 não poupam críticas ao presidente russo, Vladimir Putin, na canção “Mama SC!”.
Embora a Ucrânia esteja entre os três favoritos a vencer nesta noite, a Suécia, representada pela cantora Loreen, é a preferida do público, com a música “Tattoo”. A artista – que já levou o prêmio em 2012 – pode se tornar a segunda a ganhar o concurso duas vezes, após o irlandês Johnny Logan, vencedor em 1980, 1987 e 1992. Além disso, a Suécia tem uma tradição no Eurovision, pois a competição ajudou a revelar ao mundo o grupo ABBA, que venceu a edição de 1974 com a canção “Waterloo”.
Neste ano, a França é representada pela artista La Zarra, originária da província do Québec, no Canadá. Ela apresentará o hit “Évidemment”. O país não vence um Eurovisão desde 1977, quando a francesa Marie Myriam se sagrou vitoriosa com “L’oiseau et l’enfant” (o pássaro e a criança).
(Com informações da AFP)
